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Nove feridos em confrontos entre manifestantes pró e contra estrangeiros na Alemanha

GERMANY ATTACK ANNIVERSARY
JOHN MACDOUGALL / AFP
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A polícia informou que nove pessoas foram feridas durante sua intervenção para evitar confrontos diretos

Nove pessoas ficaram feridas à margem de duas manifestações que reuniram mais de 8.000 moradores no sábado à tarde nas ruas de Chemnitz, no leste da Alemanha, uma em repúdio e a outra em apoio à política migratória do governo de Angela Merkel.

Há uma semana, esta cidade da Saxônia tem sido palco de várias manifestações e tornou-se o epicentro da mobilização contra os requerentes de asilo na Alemanha depois do assassinato de um alemão no último fim de semana. Um assassinato pelo qual a justiça prendeu um iraquiano e um sírio.

As manifestações aconteceram sem incidentes e na presença de muitos policiais para impedir desta vez os episódios de violência da semana passada. Mas a tensão era palpável durante toda a tarde.

No início da dispersão dos protestos, no entanto, foram registrados confrontos entre militantes que decidiram desafiar os manifestantes do campo contrário.

A polícia informou que nove pessoas foram feridas durante sua intervenção para evitar confrontos diretos.

Centenas de pessoas responderam ao chamado de vários movimentos da direita radical, incluindo o partido Alternativa para a Alemanha (AFD) e o movimento anti-islã PEGIDA.

Em resposta, várias associações e partidos políticos progressistas marcharam sob o lema “mais coração e menos ódio”.

“Nós não vamos deixar extremistas de direita destruir o nosso país e nossa democracia. Nem em Chemnitz, nem na Saxônia, ou em qualquer outro lugar na Alemanha. A nossa Constituição deve prevalecer. Devemos defendê-la. Agora!”, declarou um dos líderes dos Verdes, Cem Özdemir, em um tuite acompanhado por uma foto dele com vários manifestantes.

O governo, através do ministro das Relações Exteriores Heiko Maas, expressou apoio a esta mobilização.

“A Segunda Guerra Mundial começou 79 anos atrás. A Alemanha causou sofrimento inimaginável na Europa. Embora haja pessoas que desfilam novamente nas ruas fazendo a saudação nazista, o nosso passado histórico nos obriga a defender resolutamente a democracia”

(AFP)