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As fases do luto depois da perda de um bebê

KOBIETA NA FOTELU
Zohre Nemati/Unsplash | CC0
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É importante que a mulher se permita viver cada uma dessas etapas de dor e superação

Cada pessoa vive a realidade da morte de uma maneira muito particular, embora, geralmente, os sentimentos são semelhantes em todos os casos. Isso vale para o aborto e para qualquer outra perda. É importante não enterrar os sentimentos, procurar ajuda e passar por todas as etapas do luto, principalmente quando se enfrenta a perda de um bebê por nascer. 

O aborto espontâneo: uma perda imensa

 Muito já se disse e foi escrito sobre o sofrimento das mulheres depois do aborto e nos casos em que os bebês morrem logo após o nascimento. Porém, recentemente, temos lido muito sobre a perda derivada do aborto espontâneo. 

Na clínica onde trabalho, tive oportunidade de conhecer mulheres que passaram por isso. Por um momento, parece que todos os sonhos e planos relacionados aos filhos e à vida familiar acabam de uma vez. 

Essas mulheres vivem uma grande comoção, pois elas já se sentiam mães antes mesmo de terem o bebê em seus braços. Elas também já tinham recebido as felicitações dos amigos e familiares e haviam compartilhado a notícia com todo mundo. 

O impacto causado pela perda de um filho é muitíssimo doloroso para uma mulher. Por isso, procurar ajuda é muito importante, já que as mulheres podem se curar mais rapidamente com apoio externo. 

A aflição da perda 

É preciso passar por todas as etapas do luto para, depois, voltar ao equilíbrio emocional. São quatro as etapas do luto que as mulheres devem se permitir viver: 

  1. Negação. “Não é verdade. Não pode ser verdade. Tem que ser um erro. Isso não pode estar acontecendo comigo”. São esses os pensamentos mais comuns na primeira fase depois da perda. Algumas mulheres não conseguem acreditar no que aconteceu. Pode ser difícil aceitar a informação e seguir adiante; 
  2. Raiva/Revolta. “Por que eu? O que eu fiz para merecer isso? Deus é injusto”. Nesta etapa, que pode durar muito tempo, a grandeza das emoções associadas à perda se revelam ainda maiores. Algumas mulheres podem chorar muito e cair no desespero. O melhor é falar com um terapeuta, caso o apoio da comunidade não seja suficiente; 
  3. Depressão. “Não vale mais a pena fazer nada. Tudo é inútil. Nada tem sentido”. Nesta etapa, as mulheres não conseguem enxergar um futuro. Elas se fecham em si mesmas. Retiram-se da vida familiar e social. São estados depressivos dificílimos para a mulher. Se ela tem outros filhos, geralmente, ela não os abraça e toda a família sofre com isso. É importante que alguém tenha o cuidado de indicar um tratamento médico, já que a mulher sozinha não será capaz de procurar ajuda; 
  4. Aceitação. “Tenho que seguir. Ainda tenho uma família que precisa de mim. Não posso mudar nada, tenho que aceitar o que aconteceu e confiar em Deus”. As mulheres chegam a esta etapa com grande dificuldade. Leva muito tempo para isso acontecer. Mas acontece. 

Essas fases nem sempre ocorrem de forma sequencial. Mas é preciso avançar e retroceder em cada uma delas para atingir o equilíbrio interno e a paz, que são tão necessários para viver a vida ao máximo. E uma vez mais.