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Redação da Aleteia

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A revolução que os jovens estão provocando no mercado de trabalho

OFFICE,WORKERS
Shutterstock
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A nova geração de profissionais não quer sacrificar tudo em nome do trabalho - e muitas empresas foram obrigadas a rever conceitos

A dura realidade do mercado de tralho está demonstrando que quem aposta todas as suas fichas na profissão tende a viver muitos anos na solidão. E se há algo que fica claro nesta história é que nenhum sucesso profissional justifica o fracasso familiar.  

Quem tem a intenção de desenvolver uma carreira de sucesso não deve nunca encontrar na família um limite para isso. Pelo contrário. Ao encarar um projeto familiar, o jovem aposta alto na felicidade humana e compreende que a sua vida não termina com a aposentadoria. 

Como contrapartida à falta de apoio e aos fortes obstáculos ao êxito familiar às custas do sucesso na profissão, um fenômeno impulsionado pelos jovens está passando a valorizar a qualidade de vida ao integrar família e trabalho. 

Esta espécie de rebelião contra a ideia de se viver exclusivamente para o trabalho já começou a ganhar força no mundo inteiro. Os jovens priorizam uma vida com equilíbrio entre o trabalho, esporte, descanso, os amigos e a vida familiar.

Uma filosofia que já chegou às empresas e já impactou os responsáveis pelos departamentos de recursos humanos. Os resultados são contundentes. As companhias que adotam essa cultura conseguem captar profissionais com maior qualificação –  especialmente as mulheres -, retêm esses talentos na empresa com mais facilidade e conseguem reduzir a taxa de absenteísmo (em torno de 30%).

Quando o funcionário tem uma maior identidade com a empresa, o trabalho dele passa a ser mais produtivo e a empresa mais rentável. Atualmente, está sendo discutindo, inclusive, uma nova versão das normas ISO, através da qual será medida a qualidade da empresa em função das culturas familiarmente responsáveis que ela adota. 

Provas desta nova cultura institucional são as medidas a favor da maternidade. As empresa que permitem que as mulheres com filhos pequenos trabalhem em casa e recebam o mesmo salário conseguem resultados altamente positivos. 

 É exatamente isso o que os jovens estão buscando no mercado de trabalho. Com essa nova cultura de integração entre família e empresa, ganham todos: a companhia, o colaborador e sua família, a sociedade e o país. 

 

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