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Papa Francisco: o diabo hoje parece perseguir os bispos

Marko Vombergar - Aleteia
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O Papa destaca 3 características do verdadeiro bispo: é homem de oração, sabe-se escolhido por Deus e fica próximo do povo

O bispo é um homem de oração, sente-se escolhido e é próximo ao povo: foi nestes três aspectos característicos do verdadeiro bispo que o Papa Francisco se concentrou na homilia desta manhã, na Casa Santa Marta.

Nestes tempos, parece que o Grande Acusador está perseguindo os bispos e, portanto, para eles, é importante recordar que a sua força está em serem homens de oração, em saberem que foi Deus quem os escolheu e em permanecerem próximos às pessoas.

O Papa refletiu sobre esse ministério inspirando-se no Evangelho de Lucas (Lc 6, 12-19), proposto pela liturgia do dia. A passagem narra que Jesus passa a noite em oração e depois escolhe os Doze Apóstolos – ou seja, os “primeiros bispos” – e então desce às planícies e fica em meio às pessoas que vêm para ouvi-lo e serem curadas de doenças.

Cursos para bispos

Francisco fez esta reflexão também à luz dos três cursos para bispos que neste período estão sendo realizados em Roma:

  • um de atualização para os bispos que completaram 10 anos de episcopado – concluído há pouco;
  • outro para 74 bispos que estão à frente de dioceses em territórios de missão – ligado à Propaganda Fide;
  • e o terceiro, com 130 a 140 novos bispos, ligado à Congregação para os Bispos.

Homem de oração

O primeiro aspecto fundamental é ser homens de oração. A oração é “a consolação que um bispo tem nos momentos difíceis” – observa o Papa; é saber que “neste momento Jesus reza por mim” e “por todos os bispos“.

Nesta consciência, o bispo encontra aquela consolação e aquela força que o levam a rezar por si mesmo e pelo povo de Deus: esta é a sua primeira tarefa. São Pedro também confirma que o bispo é um homem de oração quando diz: “Para nós, a oração e o anúncio da Palavra“. Ele não diz: “Para nós, a organização dos planos pastorais…”, enfatiza Francisco.

Um homem que se sente escolhido e é humilde

O segundo aspecto que o Papa ressalta é que Jesus escolhe os Doze e o bispo fiel sabe que não foi ele que escolheu:

“O bispo que ama Jesus não é um galgador que segue em frente com a sua vocação como se fosse uma função, talvez olhando para outra possibilidade de seguir em frente e de subir: não. O bispo se sente escolhido. E ele tem a certeza de ter sido escolhido. E isso o leva ao diálogo com o Senhor: ‘Tu me escolheste, a mim, que sou pouca coisa, que sou pecador …’: ele tem humildade. Porque ele, quando se sente escolhido, sente o olhar de Jesus sobre a própria existência e isso lhe dá força”.

Não fica distante das pessoas

Por fim, como Jesus no Evangelho de hoje, o bispo desce a um lugar plano para estar perto do povo e não se afasta:

“O bispo que não permanece distante do povo, que não usa atitudes que o levam a estar distante do povo; o bispo que toca as pessoas e se deixa tocar pelas pessoas. Ele não vai procurar refúgio nos poderosos, nas elites: não. Serão as elites que irão criticar o bispo; o povo tem essa atitude de amor para com o bispo, e tem essa – por assim dizer – essa unção especial: confirma o bispo na vocação”.

O Grande Acusador quer escandalizar as pessoas

Várias vezes durante a homilia o Papa reafirma que a força do bispo é precisamente ser “homem de oração”, “homem que se sente escolhido por Deus” e “homem em meio ao povo”:

“É bom recordar, nestes tempos, em que parece que o Grande Acusador se soltou e persegue os bispos. É verdade, existem, todos somos pecadores, nós, bispos. Mas ele procura desvendar os pecados para que sejam vistos, para escandalizar as pessoas. O Grande Acusador que, como ele mesmo diz a Deus no primeiro capítulo do Livro de Jó, ‘vaga pelo mundo procurando como acusar’. A força do bispo contra o Grande Acusador é a oração, aquela de Jesus sobre ele e a própria; e a humildade de sentir-se escolhido e de permanecer próximo ao povo de Deus, sem ir em direção a uma vida aristocrática que lhe tira essa unção. Rezemos hoje pelos nossos bispos: por mim, por estes que estão aqui e por todos os bispos do mundo”.

A partir de matéria de Debora Donnini para o Vatican News