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O que fazer quando você encontrar preconceito em seu coração

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Rawpixel.com - Shutterstock
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O que devemos fazer para erradicar esses preconceitos ocultos?

Recentemente eu estava falando com uma amiga que eu admiro e encontrei a coragem de admitir algo sobre o qual venho pensando há anos. “Eu acho que sou misógina”, quase sussurrei – misoginia é o preconceito, desprezo, ódio contra mulheres. “Quero dizer, não acredito que as mulheres sejam inferiores, mas tendo a associar a feminilidade com a fraqueza, o sentimentalismo e a imprecisão”.

Eu pensei que minha amiga fosse dizer “De onde veio isso?”, mas, em vez disso, ela suspirou e disse: “Eu também”.

Você já encontrou em você um defeito tão terrível que você não conseguiu sequer falar sobre isso? Nem todas as falhas são assim. A impaciência, a preguiça, a grosseria e outras coisas parecidas são coisas que podemos brincar sobre isso. Mas há um defeito tão terrível que está reservado para as pessoas mais malignas e perversas: o preconceito.

O racismo e o sexismo são exemplos populares, mas o preconceito contra as pessoas com base em seu peso, aparência, idade, orientação sexual, status socioeconômico, nível de educação, modo de se vestir, religião ou cultura também se enquadra nesta categoria.

Essa lista de variedades de preconceitos que acabei de citar? Não consigo pensar em nada que sou inocente. Não por escolha – tenho que admitir quão propensa eu sou para fazer suposições muito rapidamente. Não é porque eu sou uma pessoa má; é porque eu sou uma pessoa comum. O preconceito é comum. Não é menos pecaminoso ou injusto por ser comum, mas é crucial entender o quão generalizado é.

Você sabia que os trabalhadores mais gordos recebem menos aumentos do que seus colegas mais magros?

Que os médicos, em média, demoram mais tempo para medicar as mulheres nas Emergências?

Que “os afro-americanos recebem uma sentença 10% maior do que brancos… pelos mesmos crimes”?

Que ter um sotaque afeta a forma como quão “culto, inteligente e competente” você parece para um potencial empregador?

Eu poderia continuar. Isto é o que o preconceito comum e normal se parece. Não é porque as partes tendenciosas são malignas, necessariamente. É muito provável que não tenham conhecimento. Se eles soubessem, eles poderiam estar tão horrorizados quanto nós.

Nós, como sociedade, claramente temos um problema. E eu sei por que não gostamos de falar sobre isso. É porque estamos (com razão) horrorizados com a injustiça desses pressupostos, que empurramos os rótulos “racistas”, “sexistas” etc., tão longe de nós quanto podemos, para nossos inimigos inequívocos. Somente são culpados: os nazistas, os espancadores de esposas, os CEOs egoístas e superficiais que querem contratar belas secretarias. Nós levantamos uma questão, sendo nós contra eles, o que convenientemente nos absolve de ter que buscar a discriminação em nossos próprios corações.

Mas, e se começarmos a admitir que o preconceito é comum, que existem sementes dele em cada coração humano? E se deixarmos de ter medo de falar sobre isso? Sim, fique atônito com seus próprios julgamentos de pessoas da qual você não conhece, mas, mais do que isso, esteja ciente. Não ceda à tentação de dizer: “Oh, meu Deus, não deveria pensar assim. Eu não sou uma dessas pessoas”.

Então, o que devemos fazer para erradicar esses preconceitos ocultos? Principalmente apenas parar de negar que eles existem. Se você não conhece, eu recomendo o Project Implicit de Harvard – uma série de testes projetados para mostrar seus pontos fracos em relação a uma série de estereótipos comuns. Mas, se você é honesto, e você presta atenção, você provavelmente irá notá-los por conta própria. Tudo decorre da coragem de se conscientizar deliberadamente. A menos que você realmente não se preocupe com a justiça, a menos que você realmente acredite que sua reação inicial às pessoas é infalível, então você não se sentirá confortável com seu preconceito. Sua mente irá notar isso e, da próxima vez que acontecer, você terá muito mais probabilidade de questionar se você está sendo justo.

Quando o mundo muda, muda uma pessoa por vez, e devemos a nós mesmos, aos nossos filhos e ao resto da sociedade, ser essa pessoa. Enfrentar nosso próprio preconceito é bastante desconfortável, mas a alternativa é exponencialmente pior.