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Supertufão Mangkhut avança pela China após matar 59 nas Filipinas

STORM COAST

Anna Goncharova I Unsplash

Agências de Notícias - publicado em 16/09/18

Por volta de vinte tufões atingem o arquipélago filipino a cada ano, causando centenas de mortes e agravando a pobreza

O supertufão Mangkhut causou estragos neste domingo (16) em sua passagem por Hong Kong, onde fez tremer os arranha-céus da cidade, e avançava pela China continental, depois de ter atingido o norte das Filipinas, causando 59 mortes.

A tempestade tropical, considerada a mais violenta do mundo desde o início do ano, devastou áreas agrícolas no norte de Luzón, o principal arquipélago filipino, causando inundações e deslizamentos de terra.

Neste momento, a tempestade atinge a cidade de Jiangmen, na província chinesa de Guangdong. As autoridades locais informaram sobre a evacuação de 2,37 milhões de pessoas e ordenaram que milhares de barcos de pesca retornassem aos portos.

Em Hong Kong, embora tenha passado a algumas centenas de quilômetros, o tufão, que avança em direção a regiões densamente povoadas do sul da China, semeou o caos na cidade, onde arrancou árvores, quebrou janelas e fez tremer arranha-céus. Segundo as autoridades, 213 pessoas ficaram feridas.

No norte das Filipinas, o tufão provocou o corte das comunicações e da eletricidade na maior parte da região por onde passou, onde vivem cerca de cinco milhões de pessoas.

As autoridades tinham dificuldades neste domingo para avaliar as perdas humanas e materiais causadas ​​pela tempestade. A polícia elevou o balanço de mortos a 59 nesta tarde.

– 59 mortos –

Na cidade de Baggao, no norte de Luzón, o tufão destruiu casas e arrancou telhados e fios de energia. Algumas estradas foram completamente inundadas e, em outras, o tráfego não era possível em razão dos deslizamentos de terra.

As fazendas da ilha, que garantem uma parte importante da produção de arroz e de milho do país, também foram inundadas e muitas plantações foram destruídas, faltando um mês para a colheita.

“Já somos pobres e agora vem a tempestade”, lamentou Mary Anne Baril, de 40 anos, cujas plantações não sobreviveram à passagem de Mangkhut. “Não temos outro jeito de sobreviver”.

Mais de 105.000 pessoas fugiram de suas casas.

Por volta de vinte tufões atingem o arquipélago filipino a cada ano, causando centenas de mortes e agravando a pobreza de milhões de pessoas.

– Casinos fechados –

O tufão perdeu intensidade ao cruzar as Filipinas e avança atualmente pelo sul da China.

A cidade de Yangjiang, 100 km a oeste de Macau, prepara-se para a violência do tufão no final do dia.

“Eu não consegui dormir desde que vi na televisão a intensidade do tufão”, disse Chan Yau Lok, de 55 anos, da cidade de Zhanjiang, um pouco mais a oeste.

As autoridades de Macau, que foram duramente criticadas pela falta de ação durante a passagem do tufão Hato em agosto de 2017, decidiram fechar seus 42 casinos pela primeira vez na sua história.

As ruas de Hong Kong, geralmente lotadas de pessoas, estavam totalmente desertas e enormes ondas atingiam a baía de Victoria Harbour.

Poucos carros trafegavam pela principais artérias da cidade, cheias de árvores desenraizadas.

Há vários dias, o Observatório Meteorológico tem solicitado que a população seja prudente, citando uma “ameaça considerável” na costa da China.

Nos dois territórios semi-autônomos, as prateleiras das padarias e supermercados se esvaziaram rapidamente.

Os habitantes da vila de pescadores de Tai O, a oeste de Hong Kong, receberam a ajuda de voluntários para se prepararem para as inundações, elevando seus móveis e eletrodomésticos.

A companhia aérea Cathay Pacific previu o cancelamento de mais de 400 voos nos próximos três dias.

“Entre todos os tufões deste ano, este [Mangkhut] é o mais forte, os ventos que o acompanham são os mais violentos”, informou à AFP Hiroshi Ishihara, da agência meteorológica japonesa.

Em novembro de 2013, o tufão Haiyan, um dos mais violentos, causou ondas semelhantes às de um tsunami que devastaram tudo em seu caminho. A catástrofe causou mais de 7.350 mortes ou desaparecimentos, e quatro milhões de pessoas ficaram desabrigadas.

(AFP)

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