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Um padre é homem de Deus 24 horas por dia, diz Francisco

POPE FRANCIS GENERAL AUDIENCE
Antoine Mekary | ALETEIA | I.MEDIA
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"A nossa, queridos sacerdotes, não é uma profissão, mas uma doação; não é um trabalho, mas uma missão"

O sacerdote é um homem de Deus 24 horas por dia e não somente quando veste os paramentos: foi o que disse o Papa encontrando na Catedral de Palermo o clero, os religiosos e os seminaristas.

O discurso do Pontífice foi inspirado na vida Beato Pino Puglisi, motivo de sua visita a Palermo. De fato, o encontro na Catedral foi precedido pela oração diante do túmulo do sacerdote siciliano.

“O padre é o homem do dom, do dom de si, todos os dias, sem férias e sem pausa. Porque a nossa, queridos sacerdotes, não é uma profissão, mas uma doação; não é um trabalho, mas uma missão.”

Além de ser o homem do dom, o sacerdote é também o homem do perdão. O padre não carrega rancores, ele é o portador da paz de Jesus lá onde há divisão e animosidade.

Para Francisco, a “academia” onde treinar o perdão é primeiro o seminário e, depois, o presbitério. Para os consagrados, a “academia” é a comunidade. Ali deve ser alimentado o desejo de unir e não de dividir.

Fofocar não é um “pecadinho que todos cometem”, é negar a “nossa identidade de sacerdotes e de consagrados”.

Portanto, vida e liturgia não podem caminhar em plataformas diferentes. “O sacerdote é homem de Deus 24 horas por dia, não homem do sagrado quando veste os paramentos. A liturgia seja para vocês vida, não somente rito.”

O Pontífice insistiu sobre a importância de se confessar e, sobretudo, de perdoar. “Isso é muito importante para mim nesta Igreja tão ferida, que parece um hospital de campanha.”

O Papa abriu um parêntese para falar da religiosidade popular, muito forte na Sicília, recomendando que a mesma não seja instrumentalizada pela presença mafiosa, porque, neste caso, se torna veículo de ostentação corrompida, não de afetuosa adoração.

E citou os casos de procissões marianas em que os fiéis param diante da casa do mafioso da cidade para fazer uma reverência. “Isso não pode. A religiosidade popular é o sistema imunitário da Igreja”, disse o Pontífice citando um bispo.

O Papa dedicou uma parte de seu discurso às consagradas, ícones da Igreja e de Nossa Senhora.

“Vocês são a porta de entrada, porque são mães. Por favor, não desvalorizem seu carisma de mulheres e depois o carisma de consagradas”, disse Francisco, recomendando que os bispos chamem as religiosas para participar ativamente de seus planos pastorais.

Francisco propôs aos sacerdotes a conjugação do verbo acompanhar, sendo ícones vivos de proximidade: pobres de bens, mas ricos de relações. Deve-se aprender com Padre Pino a rejeitar toda espiritualidade desencarnada e sujar as mãos com os problemas das pessoas.

Por isso, é preciso testemunhar. “As pessoas buscam isso no sacerdote e nos consagrados. O escândalo das pessoas é quando veem no padre um funcionário, e não um pastor. A vida fala mais do que as palavras. O testemunho é contagiante. A Igreja não está acima do mundo, mas dentro dele”, concluiu o Papa, pedindo que seja banida toda forma de clericalismo, “uma das perversões mais difíceis de se combater hoje”.

(Vatican News)