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A beleza e as dores da mulher

NATURE
Shutterstock-Sjale
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Uma reflexão que dá sentido às alegrias e dores do seu dia a dia

Hoje acordei pensando nas mulheres, sua beleza e suas dores. Sempre me impressionou o fato da mulher ser a última criação de Deus. Sempre vi nisso algo de especial.

Ora, se Deus criou o mundo em “seis dias”, e foi fazendo tudo surgir numa ordem crescente de perfeição: minerais, vegetais, animais, homem e mulher; então, a mulher é a mais linda criação de nosso Pai.

Isto me faz entender um pouco melhor a sua beleza, e também as suas dores. De um lado é a mais linda das criaturas, não só na beleza do corpo, dos olhos, dos cabelos, das mãos, que fascinam os homens; mas especialmente pela beleza do seu espírito: delicada, sensível, doce, detalhista, suave e frágil como uma flor de pessegueiro, mas, às vezes, paradoxalmente, rígida e forte como uma lâmina de aço.

Ela é a mais linda flor que o divino Jardineiro plantou nesta Terra; foi criada para ser mãe, como a terra que produz o fruto. Nela o homem lança a semente e espera nove meses o fruto nascer. Ele quase nada faz, apenas protege esta “terra” sagrada e cuida dela como faz o jardineiro, para que as ervas daninhas e os animais não a destruam. Mas a mulher, tal qual a terra, dia-a-dia, vai fazendo a semente germinar no seu seio, até que surja a planta e o fruto.

No entanto, a mulher tem as suas dores, podemos dizer até mais intensas que as do homem porque, como Deus, ela foi feita para dar e gerar a vida; e a vida tem um preço que se chama amor: renuncia e dor.

Seu corpo foi feito para gerar a vida; então, ela é dotada de ovários, trompas, útero, esses instrumentos sagrados que acolhem a semente da vida e a fazem germinar até a plenitude. É uma beleza, uma maravilha do Criador, mas tem as suas dores. Ela tem que ser dotada de seios para amamentar, e tudo o mais que a vida que surge precisa. E isso traz também dores.

Fico pensando nas sete Dores da Virgem Maria, vendo o seu Filho Divino morrer esmagado como a uva no lagar, e como o trigo na moenda, para ser o nosso Salvador, Alimento e Remédio de nossa alma.

Fico pensando em todas as mulheres, que carregam nos seus corpos e nas suas almas a força e a beleza da vida, com “suas dores, como hóstias oferecidas ao Criador”.

Quantas mulheres – assim como a minha – se extinguiram com um câncer de mamas, de útero, ou ainda, padecem por tantas outras enfermidades? É o preço da vida!

Todas elas, em grande parte da vida, têm de bem-viver, com paciência, os incômodos da menstruação, e de outras particularidades que também por ela são desencadeadas… é o preço da vida!

Mas há um sofrimento ainda pior: é aquele que vai direto em sua alma. Certa vez, uma senhora me disse que o filho sai de seu ventre um dia, mas passa para sua cabeça, e dali não sai nunca mais. É verdade!

Fico pensando em Santa Mônica que viveu para conquistar o marido pagão, Patrício, para Deus e o filho Agostinho, rebelde. Mas na sua dor e suas lágrimas, ela venceu. “Não é possível que Deus não converta o filho de tantas lágrimas” – ela ouviu de Santo Ambrósio de Milão. E nas dores de Mônica foi gestado o gigante Santo Agostinho. É da cruz que se vê a Luz. Por isso, não desanime!

Como seria bom se todas as mulheres tivessem a consciência de seu grande valor, da importância que têm diante ao plano de Deus e do amor especial que Deus têm por cada uma delas!

Leia também: Carta às mulheres que amamentam

(via Felipe Aquino)

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