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Bento XVI diz “compreender” a dor causada por sua renúncia

PAPIEŻ BENEDYKT XVI, GALERIA ZDJĘĆ
Splash News/EAST NEWS
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Trechos de cartas do Papa Emérito sobre a renúncia foram publicados por um jornal alemão

Clique aqui para abrir a galeria de fotos

“Posso entender a dor profunda que você e muitos outros sentiram no fim do meu pontificado”, escreveu o Papa Emérito Bento XVI, segundo o jornal alemão Bild, que cita algumas cartas do pontífice alemão e lembra o quinto aniversário de sua renúncia (veja algumas imagens de Bento XVI nestes últimos cinco anos clicando em “Abrir a galeria de fotos” abaixo).

Nas cartas, com data de novembro de 2017, o Papa Ratzinger reponde às declarações feitas por um cardeal que criticava sua renúncia. O Bild não revelou o nome do cardeal, que teria dito: “[a renúncia] causou muito mal à Igreja”. 

O Papa Emérito, então, argumentou: “Posso compreender a profunda tristeza que você e muitos outros sentiram no fim do meu pontificado […]. Mas a dor em alguns – me parece -, e também em você, virou uma ira que não se refere somente à renúncia, mas também se estende cada vez mais à minha pessoa e ao meu pontificado como um todo”.

E o pontífice continuou: “Se você conhece uma maneira melhor [que a renúncia] ou crê que pode condenar a minha decisão, peço que me diga”.

Ao final da carta, Bento XVI escreve: “Oremos […] que o Senhor acuda sua Igreja. Com minha bênção apostólica, Bento XVI”.  

O secretário particular do Papa, Monsenhor Georg Gaenswein, não quis comentar as cartas. 

O jornal alemão citou também as recentes declarações do prelado muito próximo a Bento XVI sobre a comparação que fez aos ataques de 11 de setembro e a tragédia dos abusos sexuais para a Igreja. 

5 anos de renúncia

Em fevereiro de 2013, Bento XVI surpreendeu o mundo quando se tornou o primeiro Papa a renunciar. Mas as atenções de hoje parecem estar concentradas em publicar documentos e outras ilações para debilitar a liderança de seus sucessor, Francisco. 

O certo é que o atual pontífice enfrenta as consequências dos abusos realizados por clérigos em várias partes do mundo nos últimos 70 anos considerando, continuamente, a dor dos sobreviventes e de suas famílias. 

Trata-se de uma crise que o Papa argentino não criou, mas que recai sobre seus ombros, enquanto seguem as reformas do Vaticano para evitar novos casos de pedofilia na Igreja – uma continuação do pontificado de Bento XVI.

 Ao mesmo tempo, o Papa continua exigindo maior atenção por parte das igrejas locais, para que apliquem as regras contra a pedofilia, além de promoverem a responsabilidade moral e ética e denunciarem os abusos às autoridades civis.