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Milhares de pessoas comparecem ao funeral de vítimas de atentado no Irã

BANGLADESH RELIGION
AP Photo - A.M. Ahad
In this Wednesday, Oct. 11, 2017 photo, Bangladeshi policemen keep guard in front of a church in Dhaka, Bangladesh. Pope Francis will wade into the religious and political minefield of Myanmar's crackdown on Rohingya Muslims and the effects of their exodus to Bangladesh when he visits both countries next month. The Vatican on Tuesday released the itinerary for the Nov. 26-Dec. 2 trip, which has taken on greater visibility since Myanmar security forces responded to Rohingya militant attacks with a broad crackdown in August. (AP Photo/A.M. Ahad)
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O Irã acusa um grupo separatista árabe, a Arábia Saudita, outros Estados árabes do Golfo, os Estados Unidos e Israel de estarem por trás desse ataque

Milhares de pessoas compareceram, nesta segunda-feira (24), ao funeral em Ahvaz das vítimas do atentado cometido no sábado (22) durante uma parada militar nesta cidade no sudoeste do Irã.

Segundo o último balanço das autoridades locais, 24 pessoas morreram, e 60 ficaram feridas, quando um comando abriu fogo durante um desfile militar assistido por um grande número de espectadores.

De acordo com as autoridades, os quatro agressores foram mortos.

O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, declarou nesta segunda que os autores do atentado foram “financiados pelos sauditas e pelos Emirados Árabes Unidos”.

“De acordo com as informações de que dispomos, este ato covarde foi obra dos mesmos indivíduos que, a cada vez que se veem em dificuldade na Síria e no Iraque, são socorridos pelos americanos, e que são financiados pelos sauditas e pelos Emirados Árabes Unidos”, denunciou Khamenei, segundo seu site oficial.

O líder iraniano não deu mais detalhes sobre os supostos autores do ataque.

Até o momento, as autoridades iranianas pareciam privilegiar a pista dos separatistas árabes do Khuzistão, a província da qual Ahvaz é a capital. Mas esses grupos não estão presentes na Síria, ao contrário do grupo extremista Estado Islâmico (EI), que reivindicou o atentado.

O Khuzistão foi devastado pela guerra travada entre Irã e Iraque (1980-1988). Durante o conflito, a população permaneceu leal ao governo iraniano, frustrando os planos do então ditador iraquiano, Saddam Hussein, que esperava anexar a região e se apoderar de suas reservas de petróleo.

Nesta segunda-feira, uma multidão em luto se reuniu em frente à mesquita Sarollah, no centro de Ahvaz, na presença do ministro da Inteligência e da Segurança Nacional, Mahmud Alavi, constataram jornalistas da AFP no local.

O funeral foi organizado para 12 das 24 vítimas, segundo a televisão estatal.

Enquanto aguardava a chegada dos caixões, a multidão agitava faixas com mensagens em persa e em árabe, entre várias bandeiras do Irã.

“Vamos conduzir uma terrível vingança contra os nossos inimigos, e eles sabem disso”, afirmou o general Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária, o Exército ideológico da República Islâmica.

“Como diz o Alcorão, cabeças vão rolar. Onde quer que estejam, vamos encontrá-los e puni-los”, prometeu.

Ahvaz, cerca de 560 km ao sul de Teerã, é a capital do Juzestão, uma região rica em petróleo com uma população majoritariamente árabe.

O Irã acusa um grupo separatista árabe, a Arábia Saudita, outros Estados árabes do Golfo, os Estados Unidos e Israel de estarem por trás desse ataque, que foi, por sua vez, reivindicado pelo Estado Islâmico (EI).

(AFP)