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Solidão: um assassino silencioso

LONELY, ELDERLY

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Zrinka Peters - publicado em 24/09/18

A solidão e o isolamento social podem ser um fator de risco maior para a morte prematura do que a obesidade

De todas as ameaças à saúde que ouvimos quase diariamente – tabagismo, obesidade, toxicidade e outros – há um fator de risco que deve estar na lista dos top 10, mas só ultimamente começou a chamar a atenção.

Pesquisas recentes mostram que a solidão e o isolamento social podem ser um fator de risco maior para a morte prematura do que a obesidade. Esse problema, muitas vezes invisível e silencioso, está agora tão difundido que os especialistas falam em termos de uma “epidemia de solidão”.

A American Psychological Association apresentou uma pesquisa em agosto de 2017 que se baseou em duas metanálises. O primeiro examinou 148 estudos envolvendo 300.000 participantes e descobriu que o aumento da conexão social (50%) estava relacionado a um menor risco de morte prematura.

O outro estudo, que examinou 3,4 milhões de pessoas em 70 estudos diferentes, revelou que o isolamento social, a solidão ou a vida isolada têm um efeito significativo ou igual sobre a mortalidade prematura como obesidade e outros fatores de risco importantes. É hora de levar nossa própria solidão – e a daqueles que nos rodeiam – a sério.

De acordo com o estudo da AARP Loneliness, aproximadamente 42,6 milhões de pessoas com mais de 45 anos nos Estados Unidos estão sofrendo de solidão crônica. E os números estão aumentando.

Desde a década de 1980, a porcentagem de adultos americanos que se auto identificam como “solitários” dobrou de 20% para 40%. Olhar algumas estatísticas atuais nos dá uma visão sobre o porquê isso pode estar acontecendo.

A taxa de casamento dos EUA tem diminuído há anos, e não se espera que isso mude tão cedo. As taxas de natalidade também estão em declínio, com 2016 produzindo o menor número de bebês nascidos nos EUA na história americana. Assim, menos jovens adultos estão se casando, e quando eles o fazem, eles têm menos filhos.

Entre os idosos nos EUA, aproximadamente uma em cada três pessoas com mais de 65 anos e cerca de metade com 85 anos vivem sozinhas, com mais mulheres vivendo sozinhas do que homens. Por uma variedade de razões, muitas pessoas idosas regularmente se encontram sozinhas e sem contato interpessoal significativo por longos períodos de tempo. Isso tem sido reconhecido como um problema que várias organizações, incluindo o Institute on Aging (instituto sobre o envelhecimento) em São Francisco, agora operam uma “Friendship Line” – uma linha telefônica gratuita que atua 24 horas, que também funciona como uma linha direta de prevenção ao suicídio.

O clichê “ligue para sua mãe” é agora mais do que um simples impulso social. Pode realmente sustentar sua saúde mental e física. Entre os idosos, a solidão e o isolamento social trazem riscos adicionais. De acordo com um estudo holandês publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, os idosos que relataram sentirem-se solitários tiveram uma chance significativamente maior de desenvolver a demência do tipo Alzheimer do que aqueles que tinham forte apoio social.

As redes sociais virtuais, apesar de seus benefícios, não nos tornaram mais conectados de forma significativa entre si. E com muitas famílias nucleares (família formada por pai, mãe e filhos) e extensas sem os laços fortes que eram estereotipados das gerações anteriores, não há uma solução fácil para este doloroso problema. É hora de dar uma olhada em nossas próprias famílias, bem como em nossas comunidades, e encontrar maneiras de fortalecer os laços sociais fracos.

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