Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia
Redação da Aleteia / ACI Digital
Como surgem as intenções de oração do Papa?
María Álvarez de las Asturias
Como ajudar um casal que se separou?
Padre Reginaldo Manzotti
Oração para pedir luz ao Senhor
Padre Reginaldo Manzotti
5 lições de vida para ser feliz
Prosa e Poesia
Os recomeços
Vatican News / Redação da Aleteia
Papa aos juízes: não buscar interesse pessoal

Solidão: um assassino silencioso

LONELY, ELDERLY
Shutterstock
Compartilhar

A solidão e o isolamento social podem ser um fator de risco maior para a morte prematura do que a obesidade

De todas as ameaças à saúde que ouvimos quase diariamente – tabagismo, obesidade, toxicidade e outros – há um fator de risco que deve estar na lista dos top 10, mas só ultimamente começou a chamar a atenção.

Pesquisas recentes mostram que a solidão e o isolamento social podem ser um fator de risco maior para a morte prematura do que a obesidade. Esse problema, muitas vezes invisível e silencioso, está agora tão difundido que os especialistas falam em termos de uma “epidemia de solidão”.

A American Psychological Association apresentou uma pesquisa em agosto de 2017 que se baseou em duas metanálises. O primeiro examinou 148 estudos envolvendo 300.000 participantes e descobriu que o aumento da conexão social (50%) estava relacionado a um menor risco de morte prematura.

O outro estudo, que examinou 3,4 milhões de pessoas em 70 estudos diferentes, revelou que o isolamento social, a solidão ou a vida isolada têm um efeito significativo ou igual sobre a mortalidade prematura como obesidade e outros fatores de risco importantes. É hora de levar nossa própria solidão – e a daqueles que nos rodeiam – a sério.

De acordo com o estudo da AARP Loneliness, aproximadamente 42,6 milhões de pessoas com mais de 45 anos nos Estados Unidos estão sofrendo de solidão crônica. E os números estão aumentando.

Desde a década de 1980, a porcentagem de adultos americanos que se auto identificam como “solitários” dobrou de 20% para 40%. Olhar algumas estatísticas atuais nos dá uma visão sobre o porquê isso pode estar acontecendo.

A taxa de casamento dos EUA tem diminuído há anos, e não se espera que isso mude tão cedo. As taxas de natalidade também estão em declínio, com 2016 produzindo o menor número de bebês nascidos nos EUA na história americana. Assim, menos jovens adultos estão se casando, e quando eles o fazem, eles têm menos filhos.

Entre os idosos nos EUA, aproximadamente uma em cada três pessoas com mais de 65 anos e cerca de metade com 85 anos vivem sozinhas, com mais mulheres vivendo sozinhas do que homens. Por uma variedade de razões, muitas pessoas idosas regularmente se encontram sozinhas e sem contato interpessoal significativo por longos períodos de tempo. Isso tem sido reconhecido como um problema que várias organizações, incluindo o Institute on Aging (instituto sobre o envelhecimento) em São Francisco, agora operam uma “Friendship Line” – uma linha telefônica gratuita que atua 24 horas, que também funciona como uma linha direta de prevenção ao suicídio.

O clichê “ligue para sua mãe” é agora mais do que um simples impulso social. Pode realmente sustentar sua saúde mental e física. Entre os idosos, a solidão e o isolamento social trazem riscos adicionais. De acordo com um estudo holandês publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, os idosos que relataram sentirem-se solitários tiveram uma chance significativamente maior de desenvolver a demência do tipo Alzheimer do que aqueles que tinham forte apoio social.

As redes sociais virtuais, apesar de seus benefícios, não nos tornaram mais conectados de forma significativa entre si. E com muitas famílias nucleares (família formada por pai, mãe e filhos) e extensas sem os laços fortes que eram estereotipados das gerações anteriores, não há uma solução fácil para este doloroso problema. É hora de dar uma olhada em nossas próprias famílias, bem como em nossas comunidades, e encontrar maneiras de fortalecer os laços sociais fracos.

 

Aleteia Top 10
  1. Lidos