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Portugal anuncia acordo com França e Espanha para receber migrantes do navio Aquarius

L'Aquarius, le 19 février 2016 à Marseille avant son départ en mission avec Médecins du Monde et SOS Méditerranée © BERTRAND LANGLOIS / AFP
L'Aquarius, le 19 février 2016 à Marseille avant son départ en mission avec Médecins du Monde et SOS Méditerranée.
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Os 58 migrantes a bordo do 'Aquarius' serão transferidos a um buque maltês em águas internacionais

O governo português anunciou nesta terça-feira que acertou com a França e a Espanha o acolhimento de 10 dos 58 migrantes resgatados no Mar Mediterrâneo e que estão a bordo do navio Aquarius, em busca de um porto na Europa.

A decisão de receber essas dez pessoas foi tomada “de maneira solidária e concertada com a Espanha e a França”, disse o Ministério do Interior em um comunicado, sem especificar onde os migrantes poderão ser desembarcados.

“Portugal fez um acordo com Espanha e França, no marco da resposta solidária ao fluxo de migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo, para receber a dez das 58 pessoas que estão a bordo do barco”, informou o governo português.

“Portugal continua defendendo uma solução europeia integrada, estável e permanente para responder a este desafio migratório”, mas decidiu acolher esses migrantes “por razões humanitárias”, acrescentou o ministério do Interior.

Portugal foi um dos países que se mostraram dispostos a receber migrantes do “Aquarius” em meados de agosto e de outra embarcação humanitária, o “Lifeline”, no final de julho.

O governo francês sugeriu nesta terça-feira que o “Aquarius” desembarque os 58 migrantes em Malta em vez de Marselha (sul da França) e pediu a autorização, segundo uma fonte do Eliseu.

O governo maltês anunciou que autorizará o desembarque em seu território e que depois os 58 migrantes serão “imediatamente distribuídos” em outros países.

“Os 58 migrantes a bordo do ‘Aquarius’ serão transferidos a um buque maltês em águas internacionais e levados a Malta”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat.

(AFP)