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A Venezuela segundo um bispo: “via-sacra diária em busca de comida”

Venezuela fome
Franklin Reyes-J.Rebelde-(CC BY 2.0) / Captura de Tela YouTube
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A Igreja tem organizado “panelas comunitárias” para distribuir alimentos que dependem de ajuda internacional. Enquanto isso, o ditador Maduro...

Dom Oswaldo Azuaje, bispo da diocese venezuelana de Trujillo, foi entrevistado na Espanha pelo programa “Perseguidos pero no olvidados” (Perseguidos mas não esquecidos), da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre. A passagem do bispo pela Europa se deveu à visita ad limina dos bispos da Venezuela ao Papa Francisco, que os incentivou a “se manterem firmes e próximos do povo”.

Em paralelo, o ditador venezuelano Nicolás Maduro também andou viajando para o outro lado do Atlântico: em recente visita à Turquia (detalhe na imagem acima), ele foi filmado desfrutando de um banquete exclusivo e personalizado em um dos restaurantes mais badalados e caros do mundo, em Istambul, enquanto ao seu povo é servido diariamente o mais abundante “fruto” da “revolução socialista bolivariana”: a fome.

Destaques da entrevista com dom Oswaldo

Sobre o encontro com o Papa Francisco:

“Ele nos convidou a colocar em prática uma realidade: a resistência. Nunca tinha ouvido este conceito assim, sem nada a ver com uma linguagem política, nem populista, nem militar. Ele nos convidou a resistir firmes na fé, na esperança e na caridade”.

Sobre a situação na diocese de Trujillo:

“É uma das circunscrições mais pobres, economicamente falando. Fica na região andina, é uma área de montanha, predominantemente rural, mas com riqueza humana e cultural muito grande. Sofremos, como no resto do país, a falta de alimentos e medicamentos. Muitas pessoas foram embora para outros países e a economia foi muito atingida. Nos povoados dá para notar mais a falta de acesso a alimentos do que na capital ou nas cidades importantes do país”.

VENEZUELA
©UNICEF/ECU/2018/Arcos - (CC-BY-2.0)

Sobre a parceria humanitária com dioceses da Colômbia:

“Na diocese de San Cristóbal, do lado venezuelano, e na diocese de Cúcuta, do lado colombiano, estão fazendo um trabalho enorme. Eu me misturei com as pessoas que cruzam para a Colômbia e é impressionante: milhares fogem por dia. A Igreja alimenta diariamente entre 5 mil e 8 mil pessoas. Não são cifras exatas. E são apenas os atendidos pela Igreja”.

VENEZUELA
Daniel Cima-CIDH-(CC BY 2.0)

Sobre o êxodo venezuelano:

“O êxodo é forçoso, porque há uma grande falta de alimentos e medicamentos. As pessoas precisam e não encontram no país, nem têm como comprá-los por causa da grande desvalorização da moeda”.

VENEZUELA
©UNICEF/ECU/2018/Arcos - CC BY 2.0

Sobre a fome no país:

“Há desnutrição nas crianças e também nos idosos. Faz alguns dias, a minha irmã, que cuida da minha mãe, me telefonou para dizer que não encontrava mais frango, nem ovos, nem carne, que não sabia para onde ir porque não encontrava nenhum mercado onde pudesse comprar. As pessoas gastam muito tempo para encher a cesta, se é que conseguem. Vivem uma via-sacra diária em busca de comida”.

VENEZUELA
Fundación Divino Niño de Guayana

Sobre a ação da Igreja:

A Igreja Católica tem organizado as assim chamadas “panelas comunitárias”, preparando alimentos diariamente para os mais necessitados graças à caridade dos fiéis. Católicos estrangeiros têm prestado ajuda imprescindível com donativos. Um destaque é a própria fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, graças a cujo apoio a Igreja na Venezuela consegue continuar ajudando a população.

“As nossas comunidades não vão declinar na missão de consolar e ser luz no meio de tanta escuridão na Venezuela. A falta de alimentos, medicamentos, água, luz, causa muito estresse e temos que lutar contra isso. Nossa missão é sustentar o povo através dos sacerdotes. Por isso, [peço aos bispos que] continuem nos apoiando para proporcionar a eles um sustento digno, para conseguirmos manter as panelas solidárias, a distribuição de medicamentos e as demais ajudas sociais”.

NUN
Hermana Juanita (Fair Use)

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Com informações da agência ACI Digital