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Estresse pós-traumático aumenta entre soldados britânicos

SOLDIERS
Bumble Dee / Shutterstock
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A taxa total provável de TEPT é de 9% entre os veteranos

A proporção de soldados britânicos que sofrem transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) aumentou nos últimos anos, particularmente entre aqueles que serviram no Iraque e no Afeganistão, segundo um relatório publicado nesta segunda-feira.

Um total de 6% do efetivo atual ou passado do Exército britânico sofria estresse pós-traumático em 2014/2016, dois pontos percentuais a mais do que em 2004/2006, aponta este estudo realizado pelo Centro de Investigação sobre a Saúde Militar do King’s College de Londres.

Os resultados do estudo, publicado na British Journal of Psychiatry, mostram que os soldados na linha de frente são os mais afetados por esse transtorno, que também atinge aqueles que já deixaram o serviço militar.

O aumento de TEPT é especialmente alto entre os que combaterem no Iraque e no Afeganistão: “17% reportou sintomas indicativos de TEPT, em comparação aos 6% entre os efetivos mobilizados em funções de apoio como medicina, logística, sinalização e navegação”, ressalta o estudo.

A taxa total provável de TEPT é de 9% entre os veteranos dessas duas guerras, frente aos 5% para os veteranos que não serviram nesses conflitos.

Entre os militares atualmente em serviço, a provável taxa de TEPT é de 5%, perto da taxa observada entre a população em geral, acrescenta.

“Pela primeira vez constatamos que o risco de estresse pós-traumático entre os ex-combatentes mobilizados em conflitos é muito superior ao registrado pelos soldados que continuam em serviço”, explicou a médica Sharon Stevelink do Instituto de Psicologia, Psiquiatria e Neurociências, citada em um comunicado do King’s College.

Uma das explicações é, segundo os pesquisadores, que os soldados que sofrem transtornos mentais tendem, em maior medida, a deixar o Exército.

O estudo, financiado pelo ministério da Defesa britânico, começou em 2003 e nesta terceira fase incluiu 8.093 participantes, 62% dos quais serviram no Iraque ou no Afeganistão.

(AFP)