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Estão até prendendo padres pró-vida diante ou dentro de clínicas de aborto

CFR,FATHER FIDELIS

Corazón Puro via Facebook

Reportagem local - publicado em 10/10/18

Livres manifestações pacíficas em via pública para defender a vida estão sendo alvo de acosso e arbitrariedades em várias partes do mundo

Em diversos países, é frequente ver grupos cristãos defensores da vida se reunirem diante de clínicas de aborto para rezar pelos bebês em gestação e pelos seus pais, pedindo a Deus a graça de tocar o coração dos que pretendem eliminar os nascituros e de inspirá-los a optar pela vida.

Não há delito algum nessas manifestações, que se baseiam no amplamente reconhecido direito de expressar-se pacificamente em local público, sem prejuízo do fluxo normal de pessoas e veículos.

Entretanto, vêm aumentando os casos de manifestantes pró-vida que sofrem acosso por parte de autoridades, inclusive chegando a ser detidos.

3 casos que repercutiram nas redes sociais

Impedido de ler a Bíblia em local público

Nos Estados Unidos, em outubro de 2017, um cristão que estava lendo a Bíblia em uma calçada pública do outro lado da rua em frente a uma clínica de aborto em Toledo, Ohio, foi forçado pela polícia a interromper a sua manifestação religiosa. Calvin Zastrow e sua filha processaram o município e a polícia por violação dos seus direitos de liberdade religiosa e de expressão. O processo registra:

“Em nenhum momento Calvin Zastrow entrou na propriedade do centro de aborto Capital Care, nem impediu que alguém entrasse no centro de aborto: ele permaneceu na calçada pública. Em nenhum momento ele se envolveu em qualquer violência, nem empregou qualquer dispositivo de amplificação de som, usando apenas sua voz e a palavra falada. Em nenhum momento ele impediu alguém de usar a calçada pública”.

O “crime” de Calvin Zastrow foi simplesmente o de “incomodar” com a sua manifestação pessoal de fé uma clínica abortista do outro lado da rua.

Impedidos de fazer vigília de oração

Em fevereiro de 2018, Juan Pablo Gallo, prefeito da cidade colombiana de Pereira, proibiu no município a vigília da oração e jejum chamada “40 Dias pela Vida“, argumentando, com enviesamento ideológico, que a campanha “viola os direitos fundamentais” das mulheres grávidas. Devido a essa proibição arbitrária, os participantes da vigília passaram a correr o risco de ser presos. Na ocasião, o diretor da organização Unidos pela Vida, Jesús Magaña, organizador da multitudinária Marcha anual pela Vida na Colômbia, declarou sem papas na língua:

“O prefeito e seus funcionários são pró-aborto. Ele procurou, através dos decretos municipais, impedir o direito humano fundamental e também constitucional de liberdade de manifestar-se e expressar-se, com o argumento de que não se pode violar o direito ao aborto para mulheres grávidas. E esse suposto direito não existe. É um conchavo ideológico político e talvez comercial da administração pública de Pereira com os promotores do aborto, especialmente das empresas ‘Oriéntame’ e ‘Profamilia’, que são associadas à Planned Parenthood”.

Sacerdote preso em clínica de aborto

Até um sacerdote foi preso por se manifestar em favor da vida junto a uma clínica de abortos. No último 29 de setembro, o pe. Fidelis Moscinski e outras cinco pessoas visitaram uma clínica de abortos em Nova Jersey, nos Estados Unidos, para entregar às gestantes ali presentes uma rosa vermelha e um cartão com mensagem em defesa da vida e números telefônicos de centros de ajuda para grávidas em dificuldades. Trata-se de uma atividade organizada pelo grupo Citizens for a Prolife Society (Cidadãos por uma Sociedade Pró-Vida).

Enquanto o padre e os ativistas estavam dentro da clínica, outros sacerdotes e religiosos da congregação dos Frades Franciscanos da Renovação permaneciam em frente ao local, rezando e prestando apoio espiritual aos demais participantes do assim chamado “resgate de rosas vermelhas”. A polícia foi chamada e prendeu o sacerdote e quatro de seus companheiros, que acabaram liberados após cerca de três horas de detenção.

Por mais que se alegue uma suposta “invasão a propriedade privada”, é bastante questionável a necessidade de prisão desses manifestantes pacíficos. Será mesmo que o “incômodo” que eles causaram a certas consciências era para tanto? Por quê?

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