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Livros para bebês de 0 a 2 anos

OJCIEC Z DZIECKIEM
Picsea/Unsplash | CC0
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Confira mais de 30 indicações de livros para seus filhos pequenos! E mais: o perigo da televisão e dos eletrônicos para o cérebro dos bebês

Muitas pessoas me perguntam sobre os livros que lemos para as crianças, por isso resolvi escrever este artigo, listando alguns livros e dando as razões por tê-los escolhido.

Até 1 ano

  • É um livrinho, Lane Smith
  • Uma lagarta muito comilona, Eric Carle
  • Bons sonhos, bichinhos, Harry Shaw
  • Você grande, eu pequenininho,  Lilli L’Arronge
  • Bíblia para crianças em rimas, Editora Paulinas
  • Meu primeiro livro dos Santos, Padre Reginaldo Manzotti
  • Fábulas de Esopo para os mais novinhos, Ed. Usborne
  • A casa sonolenta, Audrey Wood
  • O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado, Audrey Wood
  • O dia de chu, Neil Gaiman
  • Adivinha quanto eu te amo, Sam Mcbratney
  • Mozart, pequeno gênio da música
  • A orquestra, Ed. Usborne
  • Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles

De 1 a 2 anos

  • Primeiras palavras, Ed. Usborne
  • A árvore generosa, Shel Silverstein
  • A televisão da bicharada, Sidônio Muralha
  • O primeiro dia de Chu na escola, Neil Gaiman
  • O carteiro chegou, Janet e Allan Ahlberg
  • Meu reino por um cavalo, Ana Maria Machado
  • Na biblioteca da rua direita, Walter Lara
  • O rei bigodeira e sua banheira, Audrey Wood (indico todos da Audrey)
  • Meu grande livro de aprender, Editora Girassol
  • O nascimento de Jesus, o primeiro Natal, Lois Rock
  • A primeira Páscoa, Lois Rock
  • Linha, agulha, costura: canção, brincadeira, leitura, Carlos Nadalim
  • Coleção Mico Maneco (I) – Ed. Salamandra
  • Belos contos para meninos, Ed. Usborne
  • Apertada e sem espaço, Julia Donaldson
  • Coleção Os pingos, Mary e Eliardo França
  • Contos de fadas clássicos, Carol Lawson e Helen Cresswell
  • As aventuras de Pedro Coelho, Beatrix Potter
  • Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo, William Joyce
  • Camilão, o Comilão, Ana Maria Machado
  • O nabo gigante, Aleksei Tolstói e Niamh sharkey

Nada de telas até os 2 anos de idade

Escolhemos, desde antes de o Bento nascer, que ele não teria contato com telas por um bom tempo. Inclusive, um tempo depois, tivemos acesso a uma pesquisa da Sociedade Americana de Pediatria que diz que crianças com menos de dois anos não devem ter contato com telas.

Em uma das primeiras consultas com o pediatra do Bento, dr. Marcos Santolin, ele nos alertou sobre o perigo das telas explicando que as crianças de até dois anos expostas às telas ficam hipnotizadas porque não enxergam como nós, mas veem as coisas como que girando. Além disso, essa exposição causa um empobrecimento das conexões neurais, problemas sérios com o sono, pouca memória, problemas de concentração e de visão, e até mesmo diminuição do potencial de inteligência.

dr. Ítalo Marsili fala também que o excesso de estímulos visuais provenientes das telas causa uma distorção da forma como a criança enxerga a realidade, principalmente porque o que é apresentado nas telas é diferente da beleza do mundo real. Apesar de serem considerados vídeos educativos, eles não são a solução para ensinar coisas para as crianças. Sobre esse assunto, indico esse vídeo do Dr. Ítalo Marsili, psiquiatra, em que explica o fenômeno do Video Deficit Effect. E também esse artigo do professor Carlos Nadalim.

A Catherine L’Ecuyer fala muito a respeito disso também, não só a respeito das crianças até 2 anos. Segundo Catherine, a superexposição a telas causa terríveis efeitos nas crianças:

  • ansiedade,
  • obesidade,
  • moleza,
  • preguiça,
  • problemas de visão e sono,
  • falta de concentração,
  • perda da motivação interna,
  • necessidade de mais e mais estímulos,
  • estresse,
  • incapacidade de lidar com o ritmo natural da vida,
  • impaciência,
  • nervosismo,
  • anula a criatividade e imaginação,
  • diminuição dos sonhos e apatia,
  • dificuldade de ficar consigo mesma,
  • dificuldade de relacionar-se (as pessoas são ruídos para elas, como a tv),
  • dificuldades com a linguagem, até mesmo o autismo está relacionado a isso.

Para nós foi uma decisão muito natural, pois não temos costume de assistir televisão. Além disso, através de leituras e de experiências de outras pessoas, percebemos que o excesso de tempo dedicado às telas causa moleza e vícios na criança. Além de tornar-se uma muleta para os pais, que dificilmente deixam de expor a criança às telas em qualquer oportunidade de conseguir que cesse uma pirraça ou de ganhar um descanso tão sonhado.

Penso que, realmente, se usássemos as telas como expediente educativo ou de distração para o Bento, eu certamente teria uma vida mais fácil em certo sentido. E justamente por isso decidi não usar em hipótese alguma, ou, para mim, acabaria se tornando algo que eu usaria sempre. Mas, por mais que pareça difícil, não sinto falta desse artifício. Há várias maneiras de lidar com a criança, como envolvê-la nas atividades, fazer rotatividade de brinquedos, cantar, e por aí vai. Se as telas fossem tão necessárias, como teriam sobrevivido as gerações passadas? Crianças precisam muito mais de quintal e paciência do que de vídeos, é o que pensamos.

Mas, em certas realidades, as telas ajudam, é verdade. Não quero dizer que somos melhores por isso, apenas mostro nosso esforço e o que nos levou a tomar essa decisão. Além de que, após os dois anos ou mais, pretendemos sim que o Bento assista desenhos infantis de boa qualidade, que tenham sido assistidos por nós antes e que possamos estar com ele ajudando a entender o que se passa. Os filmes e desenhos são expedientes educacionais e a criança precisa dos olhos dos adultos para entender o que se passa naquela realidade, qual lição deve ser aprendida, etc.

Dicas

  1. Se você costuma usar telas para distrair as crianças, substitua por leituras, ar livre, brincadeiras dirigidas, participação ativa nos serviços domésticos, diálogo, apreciação musical (apenas ouvir), dançar, etc; ou simplesmente não fazer nada pois eles precisam aprender a lidar com o tédio;
  2. Se você tem dificuldade de fazer qualquer coisa com as crianças sem dar um vídeo ”educativo” para ela, comece a substituir esse hábito por cantar com elas enquanto cozinha, conversar, deixar materiais do dia a dia da casa disponíveis para que explorem (potes de plástico, colheres de pau, etc) ou materiais divertidos (para desenho, massinha, etc);
  3. Para crianças maiores, use tempos específicos reservados apenas para isso e nunca apresente qualquer coisa. Assista antes e tenha sempre uma finalidade para aquilo que está mostrando a criança. Fique junto dela e comente o que estiver assistindo;
  4. Para os momentos das refeições, tenha paciência e deixe os dispositivos bem longe. Abençoe os alimentos, ensine-as a se portarem a mesa (principalmente pelo exemplo), a apreciarem os alimentos e aproveite esse tempo de estar a mesa para conversar e criar boas memórias. A mesa da família é um dos três altares da casa católica;
  5. Dê bom exemplo. Arrume um cantinho para o celular e deixe-o lá. Avise para que te telefonem se for preciso resolver algo. O que for secundário e notificações de redes sociais deixe para checar em momentos específicos do dia. Desligue as notificações dos aplicativos e se for preciso exclua os que mais te distraem.
  6. Dê bom exemplo. Desligue a TV e dê um fim naquele irritante barulho de fundo que estressa, irrita e incomoda. Se for o caso mude a TV de cômodo, desligue da tomada. Esconda os demais dispositivos como tablets.
  7. Parece uma escolha difícil mas, além de estaremos fazendo pelo bem deles, vocês vão ver que com o passar dos dias as coisas se ajeitam e ficam mais fáceis! Deus nos livre de deformar os nossos filhos e fazer deles molengões problemáticos. E é para o nosso bem também. Ainda que seja abrir mão de certo conforto, os benefícios são muito maiores como por exemplo a melhor disposição à obediência.
  8. Nada é mais importante do que nosso cônjuge e filhos e daremos conta a Deus de cada segundo gasto inutilmente, de cada má escolha e colheremos lá na frente o fruto do que plantamos hoje.

Muita leitura em voz alta

Com ensina o professor Carlos Nadalim, do blog Como educar seus filhos, após o nascimento do bebê, a leitura em voz alta proporciona uma série de benefícios, como: estreitamento da relação afetiva entre pais e filho,  desenvolvimento da compreensão auditiva, treinamento da memória auditiva de curto prazo, enriquecimento do vocabulário, entendimento gradual de que a palavra escrita representa a palavra falada, aquisição do gosto pelos livros e pela leitura (para tanto, é importante não só que os pais leiam para os filhos, como também que os filhos vejam os pais lendo sozinhos).

Algumas dicas para escolher bons livros de histórias para as crianças de até 4 ou 5 anos

  1. As ilustrações são o que mais atrai a atenção da criança em um livro. Por isso, as imagens devem ser belas, com riqueza de traços e detalhes. Devem, sobretudo, ser uma bela representação da realidade. Assim, também devemos aproveitar os momentos de leitura para ensinar nossos filhos a apreciar a beleza e a arte.
  2. Alguns tipos de ilustração podem desagradar, confundir e perturbar as crianças. São as ilustrações: disformes, distorcidas, desproporcionais, as representações de figuras humanas ou animais com economia de traços e expressões, as ilustrações psicodélicas, as ilustrações confusas onde o bem está representado pelo feio e o mal pelo bonito. É preciso que as imagens tragam para a criança uma ampliação do imaginário mas sem desfigurá-lo. Um desenho de uma árvore deve parecer com uma árvore. Para isso também são preferíveis as ilustrações que parecem desenhos feitos por uma mão humana ao invés dos digitalizados.
  3. Além das imagens, é preciso que o livro tenha uma boa sonoridade do texto. Para isso é bom ler o livro em voz alta antes de comprá-lo, para ver se o texto é atraente. Livros com rimas são sempre um sucesso! Também é legal ver se ao longo da história há frases repetidas, pois elas mantêm a atenção das crianças.
  4. Verifique se o livro contém boa estrutura de frases, amplo vocabulário, se a história tem um bom enredo e o que ela ensina para a criança. Contar uma história é abrir uma porta para um mundo que embora seja mágico, usa emoções, elementos e comportamentos do mundo real.
  5. Dê preferência a: contos clássicos, fábulas de Esopo, histórias bíblicas e de santos. Também é legal ter um ou dois livrinhos sonoros.

Referências

  • Carlos Nadalim, Como Educar seus filhos
  • Dr. Ítalo Marsili, Afetividade Infantil e Harmonia Familiar
  • Helena Lubienska, Silêncio, gesto e palavra
  • Catherine L’Ecuyer, Educar na Curiosidade

(via Lírio entre espinhos)