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Redação da Aleteia

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A próxima fase da “evolução humana” incluiria a imortalidade?

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A tecnologia poderia fornecer não apenas a imortalidade, mas também a transcendência?

O ser humano sempre sonhou com a imortalidade. Obviamente, muito pouco mudou a esse respeito durante muitos milênios.

Hoje, no entanto, algumas das mentes mais ricas e mais brilhantes do mundo estão tentando fazer esse sonho se tornar realidade e afirmam estar mais perto do seu objetivo do que nunca.

Alguns esperam parar o envelhecimento em um nível celular, enquanto outros querem substituir as peças quando começarem a quebrar.

De forma verdadeiramente vampírica, alguns querem administrar “sangue jovem” na esperança de dar aos cérebros velhos um salto de qualidade.

Os chamados “imortalistas” nos conduziriam a viver para sempre, enquanto os “defensores da saúde” ofereceriam existências mais longas e saudáveis. Ambos estão usando bilhões de dólares, tecnologias e medicamentos na tentativa de deter o processo de envelhecimento.

No momento, parece que as primeiras pessoas que terão acesso a essas potenciais tecnologias e drogas de prolongamento de vida são os investidores ricos que financiam suas pesquisas.

Muitos desses indivíduos estão testando essas terapias experimentais em si bem antes da prova definitiva de sua eficácia, em seus esforços para promover a ciência do antienvelhecimento.

Embora algumas dessas tecnologias pareçam orientadas a ajudar Hollywood a permanecer aparentemente sem idade, alguns prometem bens reais, como a cura da doença de Alzheimer e artrite – doenças que atualmente estão de mãos dadas com o envelhecimento.

No entanto, se algumas dessas terapias eventualmente se revelarem eficazes, podemos esperar que as lacunas nas taxas de morbidade e longevidade entre os ricos e os pobres se ampliem cada vez mais na escala global.

Os países ricos já estabeleceram grande parte da agenda quando se trata de pesquisa e desenvolvimento de produtos farmacêuticos e tecnologias de saúde, como evidenciado pelo quadro de “doenças negligenciadas” que matam tantos de nossos irmãos e irmãs nos países em desenvolvimento, mas recebem pouca atenção.

O envelhecimento, uma vez considerado um fato da vida, pode ser considerado uma doença por direito próprio – reorientando inteiramente a nossa própria concepção do que significa ser “saudável” e possivelmente levando a uma maior negligência no tratamento das doenças muito comuns (como a malária) que ainda estão atormentando o mundo em desenvolvimento.

Juntamente com questões de justiça, questões mais filosóficas são levantadas pela perspectiva dessas terapias que procuram a vida e a imortalidade.

A maioria concordaria que alguém ainda é humano se ele tivesse um braço ou uma perna substituídos. Nós quase não pensamos naqueles com próteses como robóticos, embora, por definição, sejam biônicos. Nós implantamos dispositivos em cérebros (implantes cocleares para surdos, em particular), e, mesmo assim, não consideramos que esses indivíduos deixaram de ser humanos.

Mas e se começarmos a substituir partes inteiras de cérebros? Quantas partes biônicas alguém pode adquirir antes de ser mais máquina do que homem? Quantos doadores ou órgãos cultivados em laboratório, quanto plasma, sangue, ou medula pode receber?

Estas são questões com as quais os filósofos são muito mais sofisticados e inteligentes, mas são questões que o público em geral pode ser chamado a discutir com tais tecnologias se tornando mais comuns. A questão de saber se os amputados com próteses podem competir de forma justa em eventos atléticos contra aqueles com membros biológicos entra nessa questão.

Nossa fé católica nos informa que nossas almas já são imortais e, embora nossos corpos se deteriorem e, em dado momento, perecem durante esta vida, nossas almas se reunirão com elas em sua totalidade após a ressurreição final.

Em uma cultura que se tornou cada vez mais secular e agnóstica – até mesmo ateísta – não é de admirar que a promessa da ressurreição pareça esquecida no desejo de viver para sempre na Terra, embora o desejo inerente do homem para o eterno seja claramente evidente.

Alguém se pergunta se esses buscadores de imortalidade seriam tão honestos perante uma pergunta reveladora: é amor por essa vida ou medo do que vem depois, o que, em última análise, alimenta seu fervoroso desejo de viver para sempre?