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Papa: a diferença entre missão e ativismo social

POPE FRANCIS AUDIENCE
Antoine Mekary | ALETEIA
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“Trata-se de encontrar estradas sempre novas de evangelização e de proximidade"

Não nos esqueçamos que a condição de toda missão na Igreja é estar unidos a Cristo. Caso contrário, faremos ativismo social: foi o que disse o Papa Francisco ao receber em sua série de audiência nesta segunda-feira (29/10) os participantes do Capítulo Geral dos Missionários de São Carlos Borromeu.

Antes de entregar o seu discurso e proferir algumas palavras improvisadas, o Pontífice ouviu a saudação do novo superior-geral, eleito quarta-feira passada, o brasileiro Padre Leonir Chiarello. Depois, comentou o tema do Capítulo: “Encontro e caminho. Jesus caminhava com eles”, inspirado na narração dos discípulos de Emaús, que encontram Jesus ressuscitado no decorrer do caminho.

“Trata-se de encontrar estradas sempre novas de evangelização e de proximidade, a fim de realizar com fidelidade dinâmica o seu carisma, que os coloca a serviço dos migrantes”, disse o Papa.

De fato, a Congregação fundada em 1887 pelo Beato João Batista Scalabrini nasceu para assistir os emigrantes italianos que partiam na época para o continente americano.

“Hoje, como ontem, esta missão se realiza em contextos difíceis, às vezes caracterizados por atitudes de desconfiança e de preconceito, senão até mesmo de rejeição pelo estrangeiro”, analisou Francisco, exortando os scalabrianos a um entusiasmo apostólico ainda mais corajoso e perseverante, para levar o amor de Cristo aos que, distantes da pátria e da família, correm o risco de se sentiram inclusive distantes de Deus.

Jesus que caminha com os discípulos de Emaús mostra que a evangelização se faz caminhando com as pessoas, acrescentou o Pontífice. Antes de tudo, é preciso ouvir os migrantes:

“Quantas histórias existem nos corações dos migrantes! (…) O risco é que o migrante se torna uma pessoa desarraigada, sem face, sem identidade. Esta é uma gravíssima perda que pode ser evitada com a escuta, caminhando ao lado das pessoas e das comunidades migrantes.”

Para Francisco, acompanhar os migrantes é uma missão antiga e sempre nova; difícil e às vezes dolorosa, mas capaz de fazer chorar de alegria. Do encontro fecundo entre o carisma do beato Scalabrini e as circunstâncias históricas amadureceu o estilo próprio dos missionários, com uma atenção especial à dignidade da pessoa humana, especialmente onde é mais ferida e ameaçada.

“Queridos irmãos, não nos esqueçamos que a condição de toda missão na Igreja é que sejamos unidos a Cristo Ressuscitado como os ramos na videira. Caso contrário, faremos ativismo social. Por isso, repito também a vocês a exortação de permanecer Nele. Nós, por primeiros, necessitamos deixar-nos renovar na fé e na esperança por Jesus vivo na Palavra e na Eucaristia, mas também no perdão sacramental.”

Por fim, o Papa ressaltou ainda a necessidade de uma vida comunitária saudável, “simples, não banal, não medíocre”, e encorajou os missionários a prosseguirem o caminho de compartilha com os leigos, enfrentando juntos os desafios atuais; assim como a cuidar dos itinerários de formação permanente.

(Vatican News)