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Hospital infantil cogita eutanásia para crianças – e sem o consentimento dos pais

© GUNDAM_Ai - Shutterstock
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Proposta vem de país que aprovou eutanásia para maiores em 2016 - como previsto, a cultura da morte não se contentaria "apenas" com isso...

O National Catholic Register, jornal católico dos Estados Unidos, divulgou que, no final de setembro, especialistas do Toronto’s Hospital for Sick Children (Hospital Infantil de Toronto) e do Centro de Bioética da Universidade de Toronto, no Canadá, publicaram um parecer científico favorável à eutanásia de pacientes pediátricos – inclusive sem o consentimento dos seus pais.

O Canadá legalizou em 2016 a eutanásia para maiores de 18 anos, mas, conforme já era previsto, a cultura da morte não se daria por satisfeita apenas com esse passo.

Agora, o diretor de Bioética do hospital infantil da metrópole canadense, Randi Z. Shaul, junto com o Dr. Adam Rapoport, pediatra e especialista em ética do mesmo hospital, e Carey DeMicheli, doutoranda pela Universidade de Toronto, escrevem:

“É errado obrigar uma pessoa a viver em circunstâncias de sofrimento insuportável e irremediável. As pessoas têm o direito de viver, mas não a obrigação”.

Em nota, a direção do hospital informou que a entidade só aplica hoje a eutanásia a maiores de 18 anos, mas o país já estuda a ampliação da prática a “menores com maturidade”, pacientes psiquiátricos e doentes de Alzheimer.

A especialista Bridget Campion, do Instituto Católico Canadense de Bioética, destaca a discordância da Igreja a este respeito e reforça que, em vez da eutanásia, existem alternativas muito mais humanas e verdadeiramente solidárias:

“Construir uma cultura de vida, uma cultura de cuidado, o que o Papa Francisco chamou de cultura de ternura. Precisamos de cuidados melhores no longo prazo para os casos crônicos”.

De fato, como observa Celeste McGovern, do National Catholic Register, o sistema de saúde pública do Canadá, antes elogiado, está entrando em colapso.

“As salas de emergência estão cheias e as pessoas esperam meses para serem atendidas por um médico”.

O dinheiro que deveria ser destinado à saúde de toda a população, enquanto isso, parece estar sendo seriamente disputado pelos que preferem eliminar parcelas da população. É grave. É triste. Mas não se pode dizer que seja surpreendente.

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Com informações de ACI Digital