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Papa: “Amor autêntico não é luxúria. Homens e mulheres merecem mais!”

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“O corpo não é instrumento de prazer”, afirmou Francisco na catequese de hoje

Na catequese da audiência geral desta quarta-feira, em que retomou a reflexão sobre o sexto mandamento, o Papa Francisco afirmou:

“A criatura humana, em sua inseparável unidade de espírito e corpo, na sua polaridade masculina e feminina, é uma realidade muito boa destinada a amar e ser amada. O mandamento ‘não cometerás adultério’ nos orienta ao nosso chamado originário, ao amor pleno e fiel, que Jesus Cristo nos revelou e doou. O amor fiel de Cristo é a luz para vivermos a beleza da afetividade humana. Na verdade, a nossa dimensão afetiva é um chamado ao amor que se manifesta na fidelidade, na acolhida e na misericórdia”.

O Papa observou ainda que o sexto mandamento vale para todos. Juntamos a seguir várias das suas afirmações na catequese de hoje a este respeito:

“Este mandamento de fidelidade, a quem é destinado? Apenas aos esposos? Na verdade, este mandamento é para todos. É uma palavra paternal de Deus dirigida a cada homem e a cada mulher. Recordemos que o caminho da maturidade humana é o próprio percurso do amor, que vai de receber cuidado até a capacidade de oferecer cuidados; de receber a vida à capacidade de dar a vida. Tornar-se homens e mulheres adultos significa chegar a viver a atitude esponsal e paternal que se manifesta em diferentes situações da vida, com a capacidade de assumir o peso de outro e amá-lo sem ambiguidade. Quem é, então, o adúltero, o lascivo, o infiel? É a pessoa imatura que tem para si a própria vida e interpreta as situações com base no seu próprio bem-estar e na sua própria satisfação. Para se casar, não basta celebrar o matrimônio: é preciso percorrer um caminho do ‘eu’ até o ‘nós’. Quando conseguimos nos descentralizar, todo ato é esponsal. Toda vocação cristã é esponsal, porque é fruto do laço de amor com Cristo, por meio do qual nós fomos regenerados. A partir da sua fidelidade, da sua ternura, da sua generosidade, nós olhamos com fé para o matrimônio e para cada vocação e compreendemos o sentido pleno da sexualidade”.

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