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Redação da Aleteia

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Ocupado demais para morrer

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A bela história de um monge que ia postergando o chamado de Deus - até que um dia…

A fé cristã proclama a vitória da vida e declara que a morte não tem a última palavra na história humana. Permitam-me explicar um conto que tem como protagonista um monge que todos diziam ser santo. Ele sempre estava de bom humor – e sempre muito ocupado. 

Um dia, quando estava lavando louças, o monge recebeu a visita de um anjo, que lhe disse: “Deus me enviou para te levar para a vida eterna, é chegada a tua hora.”

Sorridente, o monge respondeu: “Te agradeço e agradeço também a Deus por me convidar tão rapidamente para a sua glória. Mas alguns vão pensar que eu pedi para morrer sozinho só para não lavar as louças… Não poderias deixar a viagem para mais tarde?”. 

“Vamos ver o que dá pra fazer”, disse o anjo. E o monge continuou lavando louça, pois no convento eram poucos os voluntários. 

Outro dia, o monge estava na horta, cultivando a terra e o anjo apareceu novamente. Mas ele viu que o religioso estava ocupado e, sem dizer nada, foi embora. 

Os dias iam passando e nosso monge, quando não tinha louça pra lavar nem terra para cavar, costumava ir ao hospital para visitar os doentes. O anjo o visitou entre os enfermos, mas também o deixou tranquilo, sem dizer nada. 

Porém, naquela noite, de volta ao convento, o monge se sentiu velho e cansado, sem vontade de lavar louças, nem de cavar a terra, tampouco de visitar doentes. Então, ele entrou na capela e disse ao Senhor: “Se quiseres mandar agora o teu mensageiro, estou disposto a acompanhá-lo, já que não sirvo mais para nada”. 

E o Senhor falou: “Faz-me um pouco de companhia. Há muito tempo eu esperava que tivesses um tempo livre para mim…”

Com este breve relato, convido-os a rezar pelos nossos defuntos, a fim de que o Senhor perdoe as faltas que eles cometeram e que possam receber o Seu abraço e gozar de Sua presença em companhia dos entes queridos que os precederam no caminho ao Céu. Peço que tenham especial intenção aos defuntos pelos quais ninguém reza. 

Peçamos ao Senhor que Ele não nos deixe perder a confiança em seu amor de Pai, e que, como o monge do nosso conto, descubramos como podemos colaborar com a obra de redenção do Senhor. 

 

Fragmento da carta semanal do cardenal Juan José Omella, arcebispo de Barcelona