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“Não aprendemos”: Papa recordou os 100 anos do fim da I Guerra Mundial

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Francisco evocou os trágicos fatos de 1914-1918 neste domingo, 11, data do centenário do final de um dos maiores conflitos da história

Neste dia 11 de novembro foi celebrado o centenário do final da I Guerra Mundial, fato histórico recordado pelo Papa Francisco no Ângelus dominical rezado na Praça de São Pedro, no Vaticano. O Papa convidou os fiéis a rejeitarem a cultura da guerra e a investirem na paz.

“Enquanto rezamos por todas as vítimas dessa terrível tragédia, digamos, com força: invistamos na paz, não na guerra”.

Francisco disse:

“Recorre hoje o centenário do final da Primeira Guerra Mundial, que meu antecessor, Bento XV, chamou de ‘matança inútil’. Por esta razão, hoje [domingo, 11], às 13h30 horário italiano, tocarão os sinos em todo o mundo, também os da Basílica de São Pedro. A página histórica da Primeira Guerra Mundial é para todos uma grave advertência a rejeitar a cultura da guerra e buscar todos os meios legítimos para pôr fim aos conflitos que ainda ensanguentam diversas regiões do mundo. Enquanto rezamos por todas as vítimas dessa terrível tragédia, digamos, com força: invistamos na paz, não na guerra! E, como sinal emblemático, peguemos aquele do grande São Martinho de Tours, que hoje recordamos: ele cortou seu manto em dois para compartilhá-lo com um homem pobre. Que este gesto de humana solidariedade indique a todos o caminho para a construir a paz”.

A guerra

A Primeira Guerra Mundial teve início em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918, envolvendo as grandes potências de todo o mundo, organizadas em duas alianças opostas: os aliados (com base na Tríplice Entente entre Reino Unido, França e Rússia) e os Impérios Centrais, a Alemanha e a Áustria-Hungria.

Mais de setenta milhões de militares, incluindo sessenta milhões de europeus, foram mobilizados em uma das maiores guerras da história. Mais de nove milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade. Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e que posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas.

Papa Bento XV

Bento XV, citado pelo Papa Francisco no Ângelus e conhecido como o “Papa da paz”, publicou em novembro de 1914 a primeira de suas doze Encíclicas: “Ad Beatissimi Apostolorum”. As nações maiores e mais ricas, disse ele, estão

“…bem equipadas com as mais terríveis armas que a ciência militar moderna havia inventado e se esforçam para destruir umas às outras com requintes de horror (…) Não há limite para a medida da ruína e do abate; diariamente a terra fica marcada com o sangue recém-derramado e coberta com os corpos de mortos e feridos”.

Em julho de 1915, Bento publicou a Exortação Apostólica “Aos povos hoje em guerra e a seus governantes”, documento que marcou uma mudança na diplomacia ativa que culminou, dois anos mais tarde, com o plano de sete pontos apresentado às partes em guerra no mês de agosto de 1917.

Na Encíclica “Quod Iam Diu”, publicada em 1º de dezembro de 1918, três semanas depois do armistício, Bento pediu a todos os católicos que rezassem pela paz e por aqueles que se ocupavam com as negociações de paz. No entanto, ressaltou que a verdadeira paz não tinha chegado, mas que somente foram suspensas as hostilidades, o abate e a devastação.

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A partir de Vatican News