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Sínodo arquidiocesano: a realidade fala

NANTERRE CATHEDRAL
Manuel Cohen I AFP
Nanterre Cathedral (CathÈdrale Sainte-GeneviËve-et-Saint-Maurice de Nanterre), 1924 - 1937, by architects Georges Pradelle and Yves-Marie Froidevaux, Nanterre, Hauts-de-Seine, France. The bell tower is the only remaining element of the old church dating back 14th century. Picture by Manuel Cohen
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A pesquisa foi feita tendo como base os domicílios e não as pessoas encontradas nas ruas

A pesquisa de campo sobre a realidade religiosa e pastoral da arquidiocese de São Paulo foi concluída com êxito, e agora começa a análise e a interpretação dos dados levantados. Antes de tudo, convém caracterizar essa pesquisa promovida pelo 1º sínodo da arquidiocese de São Paulo.

A pesquisa foi organizada pela Comissão Central de Coordenação do sínodo arquidiocesano. O suporte técnico foi oferecido por estudiosos da PUC-SP, de modo que, seguindo critérios rigorosos de pesquisas sociais, o resultado pudesse ter valor científico. Ao todo, foram elaboradas 111 questões, a serem respondidas pelos entrevistados: 18 delas podiam ser respondidas também por pessoas de outros credos ou por pessoas sem religião. As demais 93 perguntas eram dirigidas exclusivamente aos católicos. O foco da pesquisa, de fato, era conhecer melhor como está a situação dos católicos em relação à Igreja e desta com os católicos.

A meta era entrevistar 50 católicos, além de outros que também quisessem responder às perguntas em cada uma das 296 paróquias territoriais da arquidiocese de São Paulo. A pesquisa foi feita tendo como base os domicílios e não as pessoas encontradas nas ruas. Havia quotas diversas a serem preenchidas, tendo por base o sexo e as diversas faixas etárias. Ao todo, foram quase 300 voluntários que partiram a campo, com o tablet ou o celular à mão, recolhendo informações, que foram transmitidas imediatamente por meio de um aplicativo para uma central de dados. Apenas uma das paróquias não conseguiu completar as 50 entrevistas. Ao todo, foram feitas nada menos que 20.498 entrevistas, sendo 14.709 com católicos e 5.789 com não católicos. Houve também o número impressionante de 33.760 abordagens que não tiveram êxito, quando a pessoa se recusou, por algum motivo, a responder às perguntas.

Os resultados da pesquisa precisam, agora, ser criteriosamente examinados e interpretados. Na sua objetividade, eles ajudam a olhar com realismo para a situação religiosa e pastoral de nossa Arquidiocese e a perceber quais são e onde estão as questões que mais impactam de maneira positiva ou negativa a vida religiosa dos católicos. Ajudam a perceber acertos e falhas, lacunas e possibilidades no trabalho pastoral e evangelizador. Os dados da pesquisa também ajudam a perceber melhor quais são as questões que necessitam de maior atenção e até mesmo maior investimento, para potencializar experiências e iniciativas exitosas na evangelização. Em outras palavras, a pesquisa sobre a situação religiosa e pastoral da arquidiocese de São Paulo está sendo um aspecto do exercício de “olhar-se no espelho” e da escuta daquilo que o Espírito Santo diz à Igreja. A nós cabe abrir os olhos, os ouvidos e o entendimento para acolher com docilidade suas advertências e suas santas inspirações.

Alguns dados da pesquisa confirmam aquilo que já se sabia. Das pessoas que se declararam “não católicas”, 55,73% disseram que já foram católicas no passado. Isso nos deve preocupar, pois representa uma fuga silenciosa e constante da nossa Igreja. Resta ver se se tratou de católicos realmente bem entrosados na vida da Igreja no passado ou de católicos apenas nominais, como continua sendo a grande maioria dos nossos católicos. De toda maneira, são católicos que abandonaram a nossa Igreja. E quantos outros não se encontrarão em situação semelhante, prontos a acolher o primeiro convite mais forte e convincente que lhes chega para abandonar a Igreja Católica?

Ao lhes ser perguntado sobre os motivos do abandono da fé católica, muitos responderam (38,59%) que foram bem acolhidos em outra Igreja ou religião; isso poderia equivaler, por sua vez, à falta de boa acolhida na nossa Igreja. E foram 30,78% os que responderam que não estavam satisfeitos na Igreja Católica; e 9,52% responderam que tiveram problemas com alguém na Igreja Católica. Esses números fazem pensar na necessidade de mudanças em certas atitudes e questões que têm muito mais a ver com o trato humano do que com questões de fé. De toda maneira, 30,04% dos entrevistados disseram que deixaram a Igreja Católica por discordar de seus ensinamentos; e 26,10% disseram que foram atraídos pela pregação melhor em outras igrejas do que na Católica.

Os dados da pesquisa falam e, embora se possa dar interpretações diversas a eles, é necessário levar em consideração essa pesquisa e aprender dela as lições que nos ensinam.

(Arquidiocese de São Paulo)

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