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Por que o relacionamento com um(a) estrangeiro(a) é tão desafiador

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A decisão de deixar seu país por causa do amor é difícil, mas aqui estão alguns conselhos para fazer funcionar

As histórias de amor entre pessoas de nacionalidade diferente geralmente começam com uma coincidência incrível. Existe uma dinâmica evidente de “opostos que se atraem” quando diferentes culturas estão envolvidas. E os primeiros estágios desses relacionamentos geralmente envolvem períodos de amor paciente.

Mas, talvez, a parte mais desafiadora de uma relação com alguém de outro país seja a decisão de onde viver. Inevitavelmente, um ou ambos os cônjuges tem que tomar uma grande decisão: deixar sua terra, família, amigos e estilo de vida para se mudar para outro país. A adaptação à vida conjugal já é desafiadora, mas deixar a vida antiga e abraçar uma nova cultura e um novo país torna tudo ainda mais difícil.

Algumas pessoas tomam essa decisão de forma impulsiva, no meio da “loucura temporária” da paixão. Outras fazem isso em uma fase de amor mais clara e madura, construída sobre o conhecimento e a aceitação do outro. Seja como for, a decisão foi tomada, e os tempos difíceis fazem parte da negociação.

A adaptação nem sempre é fácil, e muitas vezes idealizamos muita coisa até que vem a mudança. Essa luta também pode afetar o relacionamento: quando estamos passando um momento difícil, podemos querer mostrar nosso sacrifício, como se fôssemos os únicos a fazer um esforço, ou como se houvesse uma competição por quem se sacrificou mais no relacionamento.

Mas aqueles que recebem um cônjuge estrangeiro não são menos comprometidos. Eles têm a árdua tarefa de apoiar e acompanhar o seu cônjuge no processo de adaptação. Esse acompanhamento íntimo torna-se a “espinha dorsal” do relacionamento, porque é um ponto de referência fundamental e o contato com a nova cultura. E o diálogo que nasce através dessas diferenças pode fazer os casais internacionais ainda mais sintonizados com as perspectivas e necessidades do outro, e mais empáticos e respeitosos com o modo de ser do outro.

Como os casais internacionais podem aproveitar as boas possibilidades dessa luta para se adaptarem a um novo país? Algumas ideias:

  1. Expresse de forma clara as expectativas: o que eu espero de você? O que você espera de mim? O que esperamos de nós mesmos como um casal? Às vezes, um cônjuge pode ter expectativas que o outro não está ciente, o que pode causar ressentimentos desnecessários. É melhor colocar todas essas expectativas na mesa com antecedência, e também durante o casamento. Comunique-se, comunique-se, comunique-se!
  2. Aceite que, às vezes, será difícil: ambos os cônjuges precisam aceitar desde o início que a adaptação nem sempre é um passeio. Haverá momentos de choque cultural, às vezes mesmo depois de um ano ou mais vivendo no novo lugar. Haverá ondas de nostalgia e, às vezes, um sentimento de tristeza por estar tão longe da própria família, particularmente em momentos-chave como o nascimento de uma criança. Haverá frustrações e aborrecimentos com aspectos da nova cultura que “simplesmente não adquirimos”. Deixe seu cônjuge estrangeiro respirar às vezes sem se defender. E se você é o único que se esforça para se adaptar, exprima suas lutas de forma pessoal (“Eu acho difícil quando…”) sem fazer críticas severas ao país do seu cônjuge, o que pode ser prejudicial (“Seu povo é tão…”).
  3. Lembre-se de que amar o outro também implica respeito pela sua cultura e história, mesmo que, às vezes, não entendemos ou compartilhamos isso. É por isso que é muito importante criar espaço no relacionamento para a cultura de cada um, mostrando abertura, curiosidade e respeito. Procure por ocasiões de influência transcultural – através da alimentação, a forma de organizar ou decorar a casa, da música, uma viagem etc.
  4. Procure maneiras de tornar o novo país nosso, para “apropriar-se” da nova cultura: isso ajuda a encorajar a pessoa estrangeira a embarcar em um projeto pessoal além do relacionamento e procurar oportunidades para desenvolver novas amizades e uma rede social de apoio independente das amizades mútuas.
  5. Tente fazer amigos e compartilhar experiências com casais semelhantes: além de se divertir com os mal-entendidos que geralmente acontecem ao aprender uma língua diferente e com diferenças culturais, podemos descobrir outras ideias que nos ajudem a ser melhores como casal e explorar o recurso de nos encontrarmos em nossas diferenças.

Quando tudo ocorre bem, os casamentos internacionais podem ser tremendamente enriquecedores porque trazem duas pessoas muito diferentes juntas com base na compreensão mútua, aceitação e no amor. Nesse tipo de relacionamento, o conjunto realmente é mais do que a soma de suas partes: é uma nova realidade que enriquece o casal, seus filhos e o mundo.