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Por que queremos apagar a maternidade do nosso corpo?

MOTHERHOOD

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Calah Alexander - publicado em 15/11/18

Abrace os sinais da maternidade. Eles são um mapa de uma vida bem-vivida

Experimentei um efeito colateral não intencional (mas impressionante) de quase um ano de taekwondo e kickboxing: perda de peso sem precedentes.

Perdi aproximadamente 14 kg e agora peso menos do que quando estava na escola secundária. Eu uso um manequim que não usava desde os 14 anos. Meu corpo é forte. Posso ver os músculos na minha barriga, nas minhas coxas, nos meus ombros, braços e panturrilha. Agora eu gosto de me vestir e até de usar maiô.

Mas ainda há partes do meu corpo que são desagradáveis. Meu abdômen, desfigurado por ter cinco filhos, é um naufrágio sem esperança de pele flácida e estrias. Há estrias nos meus quadris e até mesmo a parte de baixo do meu braço.

Às vezes eu olho no espelho e penso desesperadamente: “ainda não estou lá. Mais 5 kg, ou 10 kg. O que acontece se essa pele nunca desaparecer? Estou condenada a olhar para o pós-parto para sempre?”.

Alexa Wilding sentiu o mesmo depois que ela deu à luz seus gêmeos. A gravidez, mais o ano seguinte cuidando de dois bebês, enquanto um passava por quimioterapia e radiação por câncer, deixou seu corpo irreconhecível para ela. Um dia, ela procurou a ajuda de um médico para dor nas costas, e ele imediatamente a levou para um cirurgião plástico para um “Mommy Makeover” – elevar as mamas, abdominoplastia e lipoaspiração.

Wilding ignorou o levantamento das mamas e lipo, mas fez a abdominoplastia. Alguns meses depois, ela notou que a pele começava a ceder novamente, e o cirurgião plástico lhe disse que provavelmente teria que fazer outra abdominoplastia. Mas ela se recusou a voltar porque percebeu o que realmente aconteceu com ela, como ela disse a Allure para a série Dispelling Beauty Myths:

“É essa condição de ser sempre jovem para a transformação da maternidade. E nós, como cultura, queremos permanecer na condição de ser sempre jovens o maior tempo possível. Muitas mulheres estão tentando apagar esse direito de passagem de seus corpos, de seus rostos, suas experiências…

Eu quero dissipar o mito de que devemos apagar a maternidade de nossos corpos, porque não vai funcionar. Nós ainda seremos mães. Nós ainda deixamos o ponto A e chegamos ao ponto B, e devemos nos orgulhar de todos os passos que fizemos para chegar lá”.

Eu poderia fazer dieta e exercitar-me e mudar meu manequim. E sim, eu provavelmente poderia ter a pele flácida e estrias removidas cirurgicamente ou algo assim – mas não posso retornar para meu antigo corpo, figura que nossa cultura se mantém como o ideal feminino, por qualquer meio.

E na verdade, não quero. Meu corpo é um mapa de uma vida bem vivida. Eu sacrifiquei a forma antiga do meu corpo no altar e fiz a transição irrevogável da condição de ser sempre jovem para a maternidade.

A transformação que encontrei nas artes marciais me deu uma maneira de me reconectar com meus filhos e meu marido na alegria do movimento. Nós somos todos mais aptos, mais fortes, mais saudáveis ​​e mais felizes.

Mas eu sou, e sempre serei, uma mãe de cinco filhos. As marcas de levar essas vidas não são uma desfiguração. Elas são um testemunho do meu amor pelo meu marido e filhos, e são testemunhas de uma mudança radical.

Eu não sou mais uma donzela – eu sou mãe. E eu não apagaria isso por nada no mundo.

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