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Reciclagem de celulares, um negócio 'verde' que vive seu auge

KOBIETA Z TELEFONEM

Paul Hanaoka/Unsplash | CC0

Agências de Notícias - publicado em 16/11/18

"A prioridade é: adiar a compra e mandar consertar quando der defeito"

Diante dos preços proibitivos dos aparelhos mais recentes, cada vez mais consumidores optam por comprar smartphones reformados, muito mais baratos do que os novos – uma decisão que também contribui para reduzir o impacto ambiental destes custosos dispositivos.

“Um iPhone pode ter três vidas. Pode ser reparado duas vezes. É o produto mais sólido, o que tem mais vida operacional”, afirma Matthieu Millet, que, aos 39 anos, está à frente da companhia Remade, localizada no oeste da França, dedicada ao reparo de celulares.

Segundo vários estudos, este é um negócio que deve avançar fortemente nos próximos anos.

Este ano, a Remade espera pôr no mercado 800.000 iPhones “reconstruídos” a preços muito inferiores aos dos aparelhos novos: -26% no caso de um iPhone X, por exemplo, enquanto um modelo novo do XS custa pelo menos 1.155 euros.

“O que a Remade faz é algo muito bom”, considera Erwann Fangeat, engenheiro na Agência de Meio Ambiente e de Controle da Energia da França (Ademe, na sigla em francês).

“A duração da vida de um smartphone é de pelo menos cinco, ou seis, anos, mas 88% dos franceses mudam de celular, apesar de o antigo ainda funcionar”.

Na sede da Remade, um grande armazém situado não muito longe do turístico Mont Saint-Michel, centenas de funcionários de jaleco branco desmontam, inspecionam, consertam e remontam milhares de iPhones todos os dias.

Millet, que se declara um admirador do grupo Apple, dirige uma equipe de 850 pessoas, 500 das quais trabalham no conserto e “recondicionamento” dos smartphones. Em meados de outubro, a empresa anunciou a contratação de mais 200 funcionários antes do fim do ano.

Com apenas 23 anos, ele comprou a empresa de conserto de televisores, na qual trabalhava. Em 2014, deu-se conta do filão dos iPhones “recondicionados”, registrou um volume de negócios de 200.000 euros a partir de fevereiro e 23 milhões de euros no ano.

Em 2017, o volume de negócios alcançou 130 milhões de euros e continua “em forte crescimento” este ano, segundo Millet.

A matéria-prima, os celulares deteriorados, é comprada em grandes quantidades das operadoras de telefonia na França e nos Estados Unidos.

“Sabemos desmontá-lo e montá-lo todo de novo. O produto não apenas deve funcionar, mas deve funcionar como funcionava quando estava novo”, afirma.

– Impacto ambiental –

Além da economia para o consumidor, a indústria de reparo de celulares é benéfica para o meio ambiente.

A construção de um smartphone tem um custo ambiental importante. Tem-se de extrair entre 95 kg e 225 kg de recursos naturais para construir um aparelho de 300 gramas. Cada iPhone emite entre 54 kg e 110 kg de CO2 durante sua fase de construção, segundo a Apple.

“Quanto mais se prolonga a vida do produto, mais se reduz seu impacto no meio ambiente, pois isso atrasa a construção de um novo celular”, destaca Fangeat.

Com um iPhone recondicionado, “evitamos 90% de carbono em relação a um novo”, acrescenta.

A Remade manda certificar seus processos de fabricação para calcular quantas toneladas de gases causadores do efeito estufa a empresa consegue poupar, ao dar vida nova aos celulares. Espera, com isso, obter 100.000 toneladas de crédito de carbono, que poderá revender para empresas mais poluentes.

“Não sou o Greenpeace”, comenta Matthieu Millet. “Mas me agrada ter esse modelo, saber que isso faz bem para as pessoas e para o planeta”, completa.

A matéria-prima que é preciso reciclar continua sendo imensa, porém. Nos cálculos da Ademe, há 30 milhões de telefones guardados nos lares.

“A prioridade é: adiar a compra e mandar consertar quando der defeito”, diz Fangeat.

(AFP)

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