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Veneza será hoje “tingida de sangue” em referência aos atuais mártires cristãos

venezia in rosso
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"Venezia in Rosso" chama atenções para as violações à liberdade religiosa, em especial contra os cristãos, hoje os mais perseguidos do planeta

A impactante iniciativa “Venezia in rosso” (“Veneza de vermelho”) acontece nesta terça, 20, a partir das 18h15 do horário italiano: lugares emblemáticos da famosíssima cidade dos canais serão iluminados de vermelho com o objetivo de “sensibilizar a opinião pública para o drama de tantos cristãos perseguidos por causa da sua fé”, como resumiu o Papa Francisco ao felicitar os organizadores do projeto. Receberão a iluminação simbólica, por exemplo, a Basílica de Santa Maria da Saúde, uma parte do Canal Grande e a Ponte de Rialto.

A iniciativa, que já teve edições prévias em cidades como Roma, é uma parceria do Patriarcado de Veneza, da prefeitura local e da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja Que Sofre (ACN, pela sigla internacional em inglês). O diretor da ACN na Itália, Alessandro Monteduro, descreveu uma cena que será vista durante o evento: “A água do Grande Canal se transformará em sangue dos cristãos perseguidos”.

“Venezia in rosso” é dedicada principalmente à mãe de família Asia Bibi, que passou quase 10 anos presa no Paquistão à espera da execução por enforcamento. Ela havia sido condenada à morte por suposta “blasfêmia contra o islã”, delito que teria praticado ao questionar a fé de mulheres muçulmanas que a tinham acusado de contaminar a água de um poço pelo simples fato de tê-la bebido como cristã. Pressionada mundialmente, a Suprema Corte paquistanesa anulou há duas semanas a injusta sentença. Ainda assim, toda a família de Asia Bibi precisou sair do Paquistão às escondidas após a libertação, porque grupos islâmicos radicais não aceitaram a decisão judicial e aumentaram as ameaças contra a mulher, seu marido, seus cinco filhos e até mesmo seu advogado. A saga de Asia Bibi e seus familiares cristãos se tornou um símbolo mundial na luta contra a perseguição religiosa, que faz do cristianismo a religião mais perseguida do mundo.

O evento “Venezia in rosso” destacará também o testemunho de dom Boutros Fahim Hanna, bispo copta católico de Minya, no Egito. Ele apresentará as dificuldades dos cristãos perseguidos por grupos fundamentalistas em seu país.

Mensagem do Papa

O Papa Francisco enviou uma mensagem a dom Francesco Moraglia, Patriarca de Veneza, para saudá-lo pela importante iniciativa.

Francisco observa no texto que “existem países onde é imposta uma única religião e outros onde se assiste a uma perseguição violenta ou um sistemático escarnecimento cultural em relação aos discípulos de Jesus”. O Papa destaca a urgência de se chamar a atenção do mundo para as muitas violações contra a liberdade religiosa, um direito “fundamental do homem que deve ser renovado porque reflete a sua mais alta dignidade”.