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Novo estudo encontra o elo perdido entre mulheres e ciência

Courtney Rust | Stocksy United
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As meninas são menos propensas a entrar em campos como ciência, tecnologia, engenharia e matemática, mas a pesquisa mostra que a confiança, e não a aptidão, é a razão disso

Meninas de até 6 anos pensam que são menos inteligentes que os meninos – segundo a descoberta de cientistas que publicaram sua pesquisa na revista Science.

Todos nós sabemos, e foi falado por muitos anos, que não há mulheres na ciência. É comum pensar que os assuntos mais “difíceis”, como matemática, física, tecnologia, até mesmo filosofia, são domínio dos homens. Além disso, mais de 95% das mulheres nunca ouviram falar de uma cientista do sexo feminino além de Marie Curie.

Mulheres e ciência

Mais de uma centena de anos atrás, um eminente físico polonês chamado Marian Smoluchowski disse: “Todos os obstáculos externos e superstições ridículas, essas crenças desatualizadas que bloqueiam o acesso das mulheres a certas instituições científicas e que tornam a educação das mulheres, o trabalho de pesquisa e o acesso à universidade mais difícil, devem desaparecer!”.

Os autores americanos do estudo observaram os motivos pelos quais as meninas entre 5 e 6 anos começam a pensar que os meninos são mais inteligentes.

Quais são as consequências? Já nessa idade, as meninas começam a evitar jogos inteligentes para crianças. E, embora não haja nenhuma prova de que elas teriam dificuldade com isso, as próprias meninas podam suas chances de desenvolver esses talentos. E esse estereótipo afeta suas oportunidades de vida futura e carreira.

Mulheres e autoconfiança

Parece que cem anos após o diagnóstico correto do professor Smoluchowski, não só as mulheres ainda são menos propensas a se tornarem cientistas, mas nós, desde a primeira infância, nos impedimos de progredir.

O que causa isso? É uma doença transportada em nossos genes de geração em geração, de avós para mães, mães para filhas?

Talvez a causa seja a crença de que as meninas, e as mulheres, devem ser essencialmente modestas, não devem se gabar e devem conhecer seu lugar. Talvez seja daí que venha o nosso eterno abandono, o nosso trabalho silencioso e difícil nos bastidores dos grandes eventos.

No entanto, um recente estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) descobriu que as disparidades de gênero no desempenho acadêmico – particularmente em matemática – não derivam de diferenças de aptidão inatas, mas “das atitudes dos alunos em relação à aprendizagem e seu comportamento na escola, de como eles escolhem passar o tempo de lazer e da confiança que têm”.

A OCDE também culpou os pais e professores por terem baixas expectativas para meninas. Mas outra razão significativa foi que as meninas estariam menos dispostas a falhar. “Quando os alunos estão mais confiantes de si mesmos, eles se dão a liberdade de falhar, se engajam nos processos de teste e erro que são fundamentais para adquirir conhecimento em matemática e ciência”, observou o mesmo estudo.

As mães conhecem melhor os filhos e podem reconhecer suas habilidades e preferências muito cedo. Senhoras, mães atuais e futuras, vejamos nossas filhas de perto. Talvez aquela garotinha que acabou de ganhar no jogo da velha com você será uma destinatária do Prêmio Nobel. Vamos aumentar sua confiança e ensiná-la a não ter medo de falhar.

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