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É depressão ou burnout? Veja como saber a diferença

SPIRALA ZMĘCZENIA
Zohre Nemati/Unsplash | CC0
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O esgotamento no trabalho é real, então aqui está o caminho para reconhecer esse mal

Eu não sabia que era perfeccionista até começar a trabalhar fora de casa. Quando eu ficava em casa, minha casa nunca estava maravilhosamente organizada e meus filhos não estavam perfeitamente vestidos, então eu não me considerava perfeccionista. E eu não era – pelo menos em casa.

No trabalho, no entanto, tem sido uma história completamente diferente. Não apenas tive de encarar minhas tendências perfeccionistas, como também tive de encarar o fato de que essas tendências são desencadeadas pelas coisas mais bobas e acabam piorando tudo, em vez de melhorar.

Por exemplo, passei uma quantidade absurda de tempo em um domingo tentando descobrir como usar um formulário de mala direta para tornar minha comunicação por e-mail mais eficiente. Eu fiquei pensando sobre quanto tempo dominar essa técnica me salvaria a longo prazo – mas no curto prazo, eu perdi um dia inteiro e ainda tinha uma pilha de e-mails para enviar.

Acabei indo para a cama muito mais tarde do que deveria naquela noite, e comecei a semana correndo e tendo dormido apenas duas horas. Na quarta-feira, eu estava tão abatida e esgotada que as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto no momento em que entrei no meu carro.

Eu não conseguia explicar – eu não estava triste, e não era como se estivesse chorando de verdade. Meus olhos continuavam a derramar lágrimas toda vez que eu estava atrás do volante e indo para o trabalho. Até aquele momento eu estava invariavelmente empolgada com o trabalho, então esse novo estado era alarmante e assustador.

Eu comecei a me preocupar que estivesse entrando em depressão ou em um colapso mental, até que eu apareci em uma reunião em que um colega de equipe deu uma olhada no meu rosto e disse: “Você está esgotada”.

Eu estava, de fato, esgotada – algo que eu nunca tinha realmente entendido antes em um contexto de trabalho, mas esse é um fenômeno real estudado por psicólogos como Ellen Hendriksen, que explicou a diferença entre o esgotamento e a depressão para Medium:

O burnout (esgotamento no trabalho), em muitos aspectos, parece semelhante à depressão. Mas enquanto os dois compartilham muitas características, o burnout tende a ser mais situacional do que o estado geral da depressão.

“Se as pessoas se sentem como se uma bigorna tivesse pousado nelas no trabalho, mas se elas se animam com o jogo de futebol ou aula de culinária, então provavelmente não é depressão”, diz Hendriksen. “A depressão atinge todas as áreas da vida, mas o burnout pode ser mais específico no trabalho. Sangra, mas há um contraste…”.

Robert Taibbi, assistente social clínico licenciado e autor de vários livros sobre saúde mental, diz que é importante descobrir como seus hábitos específicos de trabalho podem estar afetando sua felicidade.

“Tem a ver com olhar para a sua personalidade”, diz Taibbi. “O que o seu trabalho exige? Quão no controle você está? Você tem dificuldade em delegar e obter ajuda nas coisas? Você fica obcecado porque você tende a ser perfeccionista?”. Se você tende a procrastinar, por exemplo, infindáveis ​​disputas de última hora podem ser a raiz do seu esgotamento. Se você sentir que assumiu muita coisa, mas não quer atribuir tarefas a outras pessoas, talvez seja isso que esteja causando seus problemas.

Eu não podia me arriscar a ficar gravemente esgotada, porque não podia me dar ao luxo de perder tempo. Então, eu terminei as tarefas naquele dia, fui para a cama o mais cedo possível. Eu me entreguei naquela quinta-feira para descansar e reiniciar, e no dia seguinte passei algum tempo perguntando aos meus colegas de equipe como eles faziam para tornar a comunicação mais simples e eficaz.

Então eu fiz algo realmente incrível. Em vez de escolher a ideia que parecia a mais perfeita para mim, escolhi aquela que parecia mais fácil. Isso foi contra todas as fibras do meu ser, mas eu sabia que tinha que priorizar. E uma das minhas prioridades rapidamente se tornou evitar tarefas em que eu poderia me perder nos detalhes, como tinha feito com o formulário de mala direta.

Eu não consigo expressar o quão mais fácil se tornou o trabalho – e a vida! – desde que deixei de lado a obsessão de encontrar a maneira mais perfeita de fazer tudo e resolvi encontrar a melhor maneira de fazê-lo. Eu realmente consegui realizar coisas que eu não pensava que conseguiria por meses, e estou começando a perder a sensação de estar sempre atrasada e em pânico.