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Fortnite, devolva o meu filho!

FORTNITE
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Seu filho também foi abduzido pelo vídeo-game? Saiba o que fazer

Seu filho quer ficar o tempo todo em casa só para jogar vídeo-game? Ele está abandonando os programas ao ar livre de que ele gostava tanto e agora lhe parecem chatos? Deu escândalo porque queria chegar em casa em determinada hora, pois iria cair um meteorito no Fortnite? 

É assim que os vícios começam. Eles adormecem a criatividade. Isolam as pessoas do próprio mundo e das obrigações. E muito pais têm caído nessa armadilha, pois muitos de nós não têm tempo para entender a tecnologia. Somos muito ocupados e queremos descansar. Além disso, somos humanos. 

Mas não podemos cair no desânimo quando o assunto é educação dos filhos e limites. Eles não sabem adotar bons hábitos sem a nossa ajuda e sem critérios firmes. 

Entre os adolescentes e pré-adolescentes, o Fortnite virou mania mundial. No jogo, que é gratuito, o participante tem que enfrentar batalhas para ser o único sobrevivente. Para isso, precisa “matar” os adversários. 

Efeitos colaterais do Fortnite 

Todos temos lidos muito sobre os efeitos colaterais de jogos como o Fortnite para a saúde física e mental das crianças. Estes são alguns sintomas de quem já está se afundando no vício:  

  • Desinteresse por outras atividades;
  • baixo rendimento escolar;
  • isolamento;
  • mau-humor e irritabilidade. 

“Mãe, é um jogo de matar, mas não tem sangue. Este é o argumento das crianças, que foi calculadamente idealizado pelos criadores do Fortnite. E a gente cai. Na realidade, com ou sem sangue, seu filho passa, no mínimo, uma hora por dia matando para ser o líder. 

Além disso, as partidas são curtas. Quando alguém perde, a tensão e a frustração são breves, mas repetitivas, pois, em seguida, o jogador tem a oportunidade de disparar o gatilho e dançar sobre outros cadáveres. O nível de estresse a que estão submetidos os nossos filhos no Fortnite é difícil de medir, assim como a pressão por ser o melhor e ter os melhores complementos. 

Será que estamos diante de um jogo bobo? Não, pois o nível de ansiedade provocado por ele é enorme. E será que as crianças têm ferramentas para lidar com isso? 

Não estranhe se nossos meninos começarem a desafogar o estresse brigando com os que estão mais próximos a eles. 

A conclusão a que chegamos é que o Fortnite é um jogo extremamente viciante e cheio de adrenalina. Seu design é envolvente e conta com atualizações constantes para motivar os jogadores a melhorarem seus personagens (previamente pagos, claro!).

O Fortnite é indicado para adolescentes a partir de 13 anos. E nós temos que ter cuidado para não deixarmos os nossos filhos atravessarem as recomendações etárias de filmes e vídeo-games. Quando permitimos que eles joguem algo acima da idade deles, estamos lançando uma mensagem perigosa: os limites são subjetivos e podemos adequá-los de acordo com a conveniência. 

Um plano educativo contra o Fortnite

Não queremos demonizar o jogo em questão. Mas é importante conhecermos os argumentos das crianças para que tenhamos segurança na hora de dar o grande passo. É preciso buscar a empatia de nossos filhos. Se traçarmos um plano autoritário, perderemos a credibilidade e faremos com que o jogo seja mais atrativo.  

Precisamos fazer nossos filhos pensarem sobre o momento que estão vivendo. Uma boa técnica é a de fazer perguntas que o façam refletir. Exemplos: 

  • Lembra como você gostava de ir jogar futebol no campo e agora você não joga mais? 
  • Você gostaria que todos tivessem que ir para a casa quando estivéssemos soltando pipa na rua com os amigos só porque eu queria assistir a uma série na TV?
  • Quem você acha que criou o Fortinite? E para quê?
  • Por que você acha que o Fortnite é de graça?
  • Você acha que eu seria uma boa mãe ou um bom pai se deixasse meu filho passar horas e horas matando pessoas em um mundo irreal?

Uma vez que conseguimos fazê-los pensar, é hora de mostrarmos nosso plano educativo em relação ao Fortnite ou a outros vídeo-games. 

É importante tomar uma decisão firme e mantê-la, independentemente do que outras famílias fazem em relação à exposição das crianças aos jogos, embora seja importante tentar convencer os pais dos amigos de seus filhos a fazerem o mesmo. 

Mas as crianças não podem ver esta decisão como uma operação de guerra armada pelos pais contra elas. Nossos filhos têm que entender que se trata de uma decisão argumentada e em consenso pelos pais, que querem só o bem dos filhos. 

Nesse plano educativo, é importante que os filhos participem, ajudando a decidir: 

  • por quanto tempo vão jogar e o horário;
  • qual é o jogo que eles vão colocar no lugar do jogo viciante;
  • que planos de lazer podemos programar em família;
  • o que as crianças poderão fazer nas horas de descanso, quando os pais estiverem trabalhando.

É fundamental que o pré-adolescente ou o adolescente se sinta parte de uma decisão. E que proponha alternativas. Se isso acontecer, ele vai te surpreender. Não tenha medo das birras, mas ajude-o a tomar decisões, sem que ele se transforme em um elemento da manada. É importante também não baixar a guarda durante as férias. 

Ensinar um filho a viver bem a vida não é uma tarefa fácil: requer trabalho e esforço, além de alegria e esperança. Porque é um esforço cujos resultados não são vistos a curto prazo. Mas chegam.