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O diálogo permanente entre a Igreja e a sociedade

VENEZUELANS
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Sejamos solidários e comprometidos com a vida

Por Padre José Ulisses Leva, professor da PUC-SP

Lemos na Sagrada Escritura: “… se declararam estrangeiros e peregrinos na terra que habitavam” (Hb 11,13). Qual a missão da Igreja no contexto contemporâneo das migrações e em relação aos milhares e milhares de refugiados no mundo inteiro? Qual a missão da sociedade frente a essa mesma gritante situação? Como manter um diálogo permanente entre a Igreja e a sociedade para um trabalho conjunto visando ao bem comum? A Igreja não atende os migrantes apenas como ato caritativo, mas faz uma redescoberta de sua vocação peregrina rumo ao Reino definitivo.

O XXVII Encontro de Iniciação Científica da PUC-SP teve como tema: “Ética, Pesquisa e Alteridade: um compromisso político”. Vivemos um tempo em que cada um de nós precisa exercer a cidadania com ética em favor do bem comum. Muitos foram os alunos que, manifestando interesse pela pesquisa, desenvolveram excelentes resultados acadêmicos e apresentaram seus trabalhos nas muitas sessões de comunicação oral.

Tenho definido, como professor da PUC-SP, no Departamento de Teologia Sistemática, a minha linha de pesquisa “Sistematização das Questões da Fé”, e o meu projeto de pesquisa “Diálogo entre Igreja e sociedade: Sistematização das Questões da Fé”. O aluno Mbaidiguim Djikoldigam, interessado pelo diálogo da Igreja com a sociedade, projetou sua iniciação científica 2017/2018 tendo como referência de pesquisa as migrações e os refugiados. Aluno do 4º ano de Teologia do campus Ipiranga da PUC-SP, desenvolveu brilhantemente seu projeto: comprometido com as políticas públicas e atento e preocupado com os milhares de irmãos e irmãs migrantes e refugiados, esforçou-se nos seus estudos investigativos e, academicamente, apresentou um excelente trabalho final, modestamente muito apreciado e elogiado.

Membro atuante na ONG África do Coração , ele desenvolve, cotidianamente, integração e socialização. Ativista comprometido, ele se pergunta constantemente: como a Igreja e a sociedade trabalham e respondem às muitas indagações e preocupações com o homem e a mulher contemporâneos, frente às ondas migratórias e aos milhões de refugiados ao redor do mundo? Acompanhando seu desenvolvimento humanitário e acadêmico na PUC-SP, estou bastante otimista com os passos que ele tem tomado em sua vida e em relação ao seu trabalho com os mais necessitados da sociedade.

Um tema sempre recorrente é a multidão de homens, mulheres e crianças que saem dos seus países de origem e rumam desnorteados a outros lugares. De fato, as migrações são uma crise humanitária sem precedentes. As ondas migratórias sempre acompanharam os grupos humanos em todos os momentos da História.

Nosso período contemporâneo tem levado uma enormidade de pessoas a vagarem de lugar a outro. Por vezes, sem precisa destinação, e quando chegam a um destino, não encontram ambiente de acolhimento para refazerem suas vidas e de suas famílias. Sejamos, pois, solidários e comprometidos com a vida, para dar condições dignas e humanitárias a todos os homens e mulheres.