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República de Camarões: três sacerdotes sequestrados

REPUBLIKA ŚRODKOWEJ AFRYKI, TERRORYŚCI
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O sequestro ocorre três dias após o assassinato de outro padre queniano em frente Paróquia de São Martinho de Tours em Kembong

Três sacerdotes  foram sequestrados na região anglófona do sudoeste de Camarões, revelou no domingo em Anadolu o arcebispo da Arquidiocese de Buea, Emmanuel Bushu.

“Os três sacerdotes foram no sábado para ajudar vítimas da crise anglófona. Eles foram sequestrados com seu motorista. Até este domingo, não tivemos notícias deles e o sequestro não foi reivindicado”, explicou o bispo de Buea.

O sequestro ocorre três dias após o assassinato de outro padre queniano em frente Paróquia de São Martinho de Tours em Kembong, região sudoeste, por “indivíduos não identificados armados e vestidos com uniformes de combate”, segundo um comunicado do ministro da Defesa, Joseph Beti Assomo.

Além disso, o ministro da Defesa anunciou que na quinta-feira passada  “cerca de trinta secessionistas foram neutralizados na localidade de Bali, na região noroeste”.

Em sua propaganda na televisão e nas redes sociais, ativistas de língua inglesa acusam o exército camaronês de massacrar e queimar civis com produtos químicos.

“Vários civis foram mortos e queimados com produtos químicos na quinta-feira pelo exército. Não estamos longe do genocídio de Ruanda. A comunidade internacional deve intervir “, disse o ativista Mark Bareta na televisão do suposto Estado de Ambazônia.

O exército e os separatistas acusam-se mutuamente por este massacre.

“O maquiavelismo dos secessionistas atingiu um nível inimaginável de abjeção. Mark Bareta, acaba de sobrepor como é seu costume, uma foto que mostra corpos calcinados. Trata-se de uma mais uma manipulação terrível deste personagem “, respondeu o porta – voz do exército, o coronel Didier Badjeck.

Nos Camarões, a chamada crise anglófona teve início em outubro de 2016, após reivindicações de advogados e professores anglófonos que alegavam ser marginalizados e dominados pelo sistema legislativo e educacional francófono, que prevalece no país.

Seus protestos levaram à convocação de greves antes de se transformarem em confrontos mortais entre as forças de segurança dos Camarões e secessionistas nas regiões de língua inglesa do noroeste e sudoeste.

A violência na região de língua inglesa já deixou muitos mortos, tanto do lado das forças de defesa e segurança quanto de civis inocentes.

(Com Vatican News)