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Papa Francisco recordou família católica exterminada porque ajudou os judeus

Família Ulma
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Eles abrigaram 8 judeus e sofreram corajosamente a covarde fúria nazista, que executou os pais diante dos 6 filhos e depois matou as crianças

A família polonesa Ulma, composta pelo casal Józef e Wiktoria e os seus seis filhos, foi exterminada pelos nazistas porque deu refúgio a oito judeus durante a II Guerra Mundial, conforme recordou o Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 28, no Vaticano:

“Esta numerosa família de Servos de Deus, que aguarda a beatificação, deve ser para todos nós um exemplo de fidelidade a Deus e aos Seus mandamentos, de amor ao próximo e de respeito à dignidade humana”.

O silencioso martírio de muitos cristãos durante a II Guerra Mundial é sistematicamente ignorado por amplos setores da mídia e dos currículos de história, que preferem insistir em manipulações enviesadas segundo as quais a Igreja teria sido cúmplice de Adolf Hitler.

A família Ulma

A história da família Ulma foi contada ao Papa Francisco durante a sua visita ao campo de extermínio de Birkenau, em julho de 2016.

O agricultor e apicultor Józef, muito ativo na Juventude Católica, morava com a esposa Wiktoria no vilarejo polonês de Markowa, uma localidade agrícola e profundamente católica. O mais velho dos 6 filhos do casal tinha 8 anos e a caçula 1 ano e meio. Wiktoria esperava o sétimo bebê.

Quando começou a perseguição antissemita, muitos católicos da região tentaram ajudar os judeus, arriscando a vida. Józef e Wiktoria esconderam 8 judeus em sua casa, mas um espião os delatou aos nazistas, que, na manhã de 24 de março de 1944, os capturaram e mataram com tiros na nuca. Em seguida, Józef e Wiktoria foram assassinados na porta da própria casa, diante das crianças e de muitos habitantes de Markowa, obrigados a assistirem à barbárie como advertência a todos. Logo depois, com frieza inimaginável, os nazistas ainda atiraram nos seis filhos do casal recém-assassinado.

De “Justos entre as Nações” rumo à honra dos altares

Em 1955, a família Ulma foi inscrita no elenco dos “Justos entre as Nações”, um reconhecimento oferecido pelo Memorial do Holocausto a todos os não judeus que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas de judeus perseguidos pelo regime nazista.

Em 2003, a Igreja abriu o processo de beatificação da família Ulma, em cuja honra existe um monumento em Markowa com o seguinte letreiro:

“Possa o seu sacrifício ser um apelo ao respeito e ao amor para com todos. Eram filhos desta terra e permanecem nos nossos corações”.

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A partir de matéria do Vatican News