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Cada dia, o que Deus quiser

SUNRISE
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O segredo é não se inquietar nem com o passado, nem com o presente, e muito menos com o futuro

O segredo de sofrer com paciência é não se inquietar nem com o passado, nem com o presente, e muito menos, com o futuro. Aceitai o que vier cada dia. Nosso Senhor nos manda tomar a cruz de cada dia para segui-lo.

Tollat crucem suam… quotidie

Notai bem:

“A cruz de cada dia…”

Sufficit diet malitia sua – “Basta a cada dia a sua malícia”

Um sofrimento, um revés, uma doença, um golpe de coração. Aceitemos resignadamente tudo, tudo. Absolutamente tudo. A natureza se revolta e se impacienta numa agitação estéril e que só agrava a nossa situação. Façamos ouvir logo no primeiro grito da natureza revoltada a voz tão doce de Nosso Senhor:

Sufficit diet malitia sua – “Basta a cada dia a sua malícia”

O Pe. Lacordaire comenta:

“Que bela e tocante palavra! E como é apropriada à nossa miséria! Não nos inquietemos com o futuro! Carreguemos somente o fardo de cada dia!” (1)

A cruz se torna mais leve quando aceita por amor. É preciso tomá-la, pois, todo dia – quotidie… Quanto tempo ficará assim pesando sobre nossos ombros? Se quisermos santificar-nos deveras…

A vida inteira a carregaremos. “Impossível! Não se pode suportar tamanha dor!” – diz a natureza revoltada. A graça, porém, vence a natureza.

E, se Nosso Senhor nos manda carregar a cruz de “cada dia”, é porque nos dá também “o pão de cada dia”, o pão da sua Graça, o pão do seu Amor!

Referências:

(1) Lettres à des Jeunes gens.

(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 365. Via Rumo à santidade)