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Do Natal da perturbação ao Natal do Menino que dorme

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Não se pode sobrepor o consumo a um mistério

Seguimos em dezembro e, com ele, os glamurosos e quase irresistíveis anúncios de ofertas natalinas. Estouram informações por todos os lados, para convencer o público de que Natal sem presentes, embrulhos e sem compras não é Natal. É crescente a tremenda perturbação da sociedade pelo consumo. Mas e aí?!

Todos os anos ouvimos isso e lançamos a pergunta que parece não ser respondida: Natal evoca isso tudo? Natal é o dia em que nossos olhos devem contemplar e nossos ouvidos devem estar atentos para ouvir uma história simples, jamais contada.

Parece enfadonho um publicitário escrever ‘contra o consumo’, mas digo: este não é o viés da reflexão. Todavia, sinto-me instigado a arriscar e dizer: não se pode sobrepor o consumo a um mistério, ou então anular um mistério simplesmente consumindo. Dar presentes faz bem; os magos fizeram isso. Não sei onde compraram, só garanto que não foi por e-commerce.

O grande e renomado pensador Rubem Alves se apossou de ousadia e coloca a nossa cuca para pensar: “a celebração precisa ‘revelar’ o celebrado”. Pois bem! Se o Natal faz memória ou atualiza o nascimento de um menino frágil, qual o motivo de tanta perturbação?

Minha função aqui hoje é simplesmente indicar o paradoxo do Natal. Perceba: enquanto corremos de loja em loja, mercado a mercado, o menino repousa sereno no seu estábulo. Enquanto ficamos investigando o menor preço de um produto, site a site, o menino repousa sereno no seu estábulo. Enquanto questionamos o laço mais arrojado e o papel mais vistoso para o embrulho, o menino repousa sereno no seu estábulo.

Ah! Se pararmos para pensar, o silêncio deste menino cura as perturbações sem motivo dos adultos que, sem saber o que é Natal, deixam de silenciar-se para a realidade de Belém, para viverem perturbados com um motivo distorcido e sem valor, que o “mundo mercado” apresenta.

Que, neste ano, possamos atravessar o Natal das perturbações ao Natal do Menino que dorme. Assim, seu Rèveillon já será diferente.

 

Escrito por Vinícius Paula Figueira e publicado em A12