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Horror: ocultando gravidez, blogueira matou e jogou no lixo filhos recém-nascidos

blogueira youtuber Alyssa Anne Dayvault
Alyssa Anne Dayvault (Redes Sociais / Divulgação)
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A cultura do descarte não é “retórica de sacristia”, mas um fato inegável que precisa de respostas – respostas que a própria cultura do descarte não pode dar

O canal de TV norte-americano WBTW 13 divulgou que a youtuber e blogueira de maquiagem Alyssa Anne Dayvault, de 30 anos, foi presa sob a acusação de matar dois filhos recém-nascidos, em duas gestações diferentes, e jogá-los no lixo para manter escondidas essas duas ocasiões em que havia ficado grávida.

Pela gravidade dos dois crimes, ela aguarda julgamento no estado da Carolina do Sul sem possibilidade de fiança.

De acordo com a imprensa, Alyssa chegou com sangramento vaginal a um hospital de North Myrtle Beach, onde os médicos constataram a presença de um cordão umbilical e de placenta e acionaram a polícia para esclarecer o paradeiro do bebê.

Alyssa confessou que tinha dado à luz e que o bebê havia nascido vivo, mas morreu por falta do atendimento médico necessário e das medidas mínimas para a preservação da sua vida. A blogueira de moda ainda admitiu que jogou o corpo numa lixeira e que não informou às autoridades nem sobre o nascimento nem sobre o óbito de seu bebê.

O caso ganhou proporções ainda mais impactantes quando Alyssa assumiu que já tinha feito a mesma coisa com um filho anterior, nascido em novembro de 2017. As autoridades conseguiram registros médicos de um ultrassom feito por Alyssa no início do ano passado, no qual se comprovava uma gravidez saudável.

Cultura do descarte – literalmente

Alguns comentários de internautas postados em redes sociais e em sites de notícias que repercutiram o caso internacionalmente vão além do enviesado debate sobre o inexistente “direito” a matar bebês e tocam o real assunto a ser discutido: o valor de uma vida.

Tratou-se de um infanticídio no mínimo culposo.

Leia também: Aborto pós-nascimento: uma ideia chocante que ganha corpo no âmbito acadêmico

Quando se chega ao ponto de deixar morrer culposamente não só um (o que já seria terrível), mas dois filhos recém-nascidos, e de jogar os seus corpos no lixo como um gesto de literal descarte do respeito à vida, fica claro, ou deveria, que a cultura do descarte, assim denunciada pelo Papa Francisco, não é “retórica de sacristia”, mas um fato inegável que precisa com urgência de respostas – e respostas que a própria cultura do descarte não é capaz de dar.

O infanticídio, assim como o aborto livre apresentado como suposto “direito” e até como “progresso”, é um sintoma. A verdadeira doença é uma só e a mesma: a cultura do descarte.

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