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339 passageiros de voo salvos “por milagre” em BH?

Reprodução/TV Globo
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Comissário de voo Latam Guarulhos-Londres: "Se tem fé agradeça, porque não era para nenhum de nós estar vivo"

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, ficou fechado para pousos e decolagens no dia 20 de dezembro de 2018, quando um Boeing 777 da Latam que fazia o voo LA8084, entre São Paulo (Guarulhos) e Londres, fez um pouso de emergência com 339 passageiros a bordo. Só até as 7h da manhã, 67 voos já tinham sido cancelados na capital mineira.

Entre os motivos do fechamento do aeroporto estava, em particular, a necessidade de fazer a troca, em plena pista, dos oito pneus do avião, que ficaram danificados. Cada um pesa 250 quilos. Tanto os pneus novos quanto o macaco hidráulico capaz de substituí-los precisaram ser levados de São Paulo até Confins.

Todos os passageiros e a tripulação foram retirados do avião em segurança, mas seus primeiros relatos deram a entender que houve momentos de tensão, medo e choro, em meio a uma situação de gravidade que poderia ter culminado em uma tragédia de proporções históricas.

A representante comercial Cidneia Antongiovanni, em declarações reproduzidas pelo G1, repetiu o que um comissário lhe teria dito:

“O comissário disse: se eu tinha fé, ‘então agradeça’, porque não era para nenhum de nós estarmos conversando aqui”.

Cidneia relatou que houve um grande estrondo na hora do pouso e que muitos passageiros choraram.

“O comandante comunicou aos passageiros que havia uma falha elétrica e que era muito grave. E que a gente ia fazer um pouso de emergência. E daí, na hora que pousou, todo mundo se assustou bastante, porque foi um estrondo muito grande. Todo mundo se segurou, chorou. Não podia ir no banheiro, não podia tomar água, não podia pegar a bagagem. A gente estava esperando abrir a porta de emergência para todo mundo passar”.

Milagre?

Não se pode falar propriamente em “milagre” quando existem explicações científicas plausíveis para um acontecimento. O termo “milagre” é empregado com frequência diante de situações que parecem muito improváveis, mas, na grande maioria dos casos, o uso dessa palavra, embora bem intencionado, é precipitado e equivocado como termo técnico.

Milagres são fenômenos cientificamente inexplicáveis, que contradizem as regras da natureza conforme as conhecemos. O caso em questão, no entanto, é perfeitamente explicável pela perícia dos pilotos, por exemplo.

São necessários criteriosos e detalhados estudos científicos para que algum fenômeno possa ser oficialmente declarado como de caráter sobrenatural. A Igreja Católica segue critérios científicos bastante rígidos para afirmar algum milagre. Os milagres de cura, por exemplo, chegam a demorar décadas até serem reconhecidos. Os fatos precisam ser cuidadosamente estudados por médicos, revisados por cientistas (na maioria dos casos, laicos e até mesmo ateus), expostos às críticas públicas e, só depois de feitos todos os estudos científicos, a própria Igreja faz a análise teológica mediante o trabalho das suas comissões de especialistas em teologia. Você pode conhecer um pouco mais sobre a delicada avaliação de supostos milagres por parte da Igreja clicando neste artigo sobre os 7 critérios para se declararem milagrosas as curas que acontecem no santuário de Lourdes.

Mas um acontecimento não precisa ser “milagroso” para evocar a intervenção divina

Mesmo um episódio tranquilamente explicável pela ordem natural das coisas pode servir como “gatilho” para reflexões importantes, no entanto. É o caso de uma situação de alto risco em que, contra as probabilidades de uma catástrofe, a tragédia é evitada por um triz.

Afinal, nós, católicos, acreditamos que Deus age não apenas mediante a supressão das leis naturais nos casos propriamente entendidos como milagres: Ele age o tempo todo, respeitando a nossa liberdade e contando com as nossas livres ações para administrar a maior parte dos acontecimentos que nos envolvem.

É por isso que, mesmo que não se possa falar propriamente em milagre num sentido “técnico”, podemos e devemos agradecer a Ele por mais esta “mãozinha”.

Para quem crê na inexistência de Deus, tudo é e será sempre mero acaso e falta de sentido. Para quem acredita em Deus e no sentido sobrenatural da existência, tudo é e será sempre um grande milagre, testemunhado por uma abundância de sinais repletos de sentido.

Agradeçamos por essas vidas que foram salvas!