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O (quase) silêncio de Bento XVI em 2018

L'Osservatore Romano
Um dos encontros entre Bento XVI e Francisco.
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Nas poucas vezes em que quebrou o silêncio, ele o fez para reafirmar sua fidelidade, coerência e discrição

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Apesar dos rumores causados pelos inimigos da unidade, o Papa Emérito Bento XVI se manteve fiel à Igreja e ao Papa Francisco. Nas vezes em que quebrou o silêncio, o fez para reafirmar sua fidelidade, coerência e discrição. 

Quando o Papa Emérito escreveu – poucas vezes nos últimos anos – foi como se “asas de borboleta – se movessem, causando um terremoto estabilizador além dos muros leoninos. Com suas missivas ou palavras, ele é capaz de curar os nervos frágeis dos inimigos, detratores ou fiéis confusos por sua renúncia. 

Pessoas que, de boa ou má fé, transformaram a perplexidade em raiva, a preocupação em neurose e as mudanças em inquietudes – espinhos que não conseguem destruir a rosa. O que se vê são dois papas plenos de afeto, de respeito entre ambos e que tornam mais serena do que se pensa a convivência no Vaticano – algo inédito em seis séculos. 

Abaixo, apresentamos algumas dessas palavras, gestos e momento nos quais ficam claras a lucidez e a firmeza de Bento XVI na hora de defender suas decisões: 

  • Bento XVI disse compreender a dor causada por sua renúncia. Bento escreveu ao cardeal Brandmüller para responder às declarações feitas pelo purpurado, que criticavam o fim do seu pontificado. Ele disse: “A dor de alguns – me parece – se converteu em uma ira que já não se refere somente à renúncia, mas também se extende cada vez mais à minha pessoa e ao meu pontificado como um todo.” 
  • Bento XVI: “É um insensato preconceito dizer que o Papa Francisco não tem particular formação teológica”. A  declaração foi dada em uma carta, na qual manifestou a continuidade teológica entre o seu pontificado e o de seu sucessor. 
  • Bento XVI a Francisco: “Santidade, a partir deste momento, prometo minha total obediência e minha oração”. No quinto aniversário da renúncia, foi publicado pelo Vatican News o testemunho do Monsenhor Alfred Xuereb, ex-secretário particular de Ratzinger, que contou em detalhes a primeira conversa entre os papas no fim do conclave. 

Em datas comemorativas, os dois papas sempre se encontram, como mostram as imagens abaixo: 

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