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Pe. Zezinho: o que o Natal tem a ver com justiça e misericórdia

BAMBINO, LANTERNA, NATALE
Shutterstock
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"Duas virtudes que não funcionam separadas: não se faz justiça sem misericórdia e não se faz misericórdia sem justiça"

Sacerdote dentre os mais queridos pelo povo brasileiro, o pe. Zezinho publicou neste Natal a seguinte reflexão em sua página no Facebook:

NATAL, JUSTIÇA E MISERICÓRDIA

Há duas virtudes que não funcionam separadas. Não se faz justiça sem misericórdia e não se faz misericórdia sem justiça.

Os fariseus não entendiam isso. Nem mesmo quando Jesus usou de misericórdia para com a mulher que ele livrou do apedrejamento! Aquele perdão não ficou por isso mesmo! Mandou-a livre, mas foi claro: “não peque mais”. Em outras palavras: naquela hora ela escapou, mas não seria sempre assim. Nem sempre Jesus estaria por perto. Os durões da lei a pegariam na próxima traição.

Mas como nada aconteceu com o homem que dormiu com ela então a punição não era justa.

Jesus sempre lembrava que a lei não podia ser aplicada sem a devida interpretação. Por isso ele curou num dia de sábado; por isso perdoou a mulher arrependida que lhe ungiu os pés. Deixou ir quem não queria mais pregar com ele. Deixou o jovem rico ir porque o rapaz não tinha capacidade de viver sem o conforto da riqueza. Não o condenou. Apenas teve pena!

Jesus ia aos porquês da lei e aos porquês da misericórdia e da justiça.

Todo adulto resvala e escorrega em alguma coisa: mentira, adultério, calúnia, sexo, má intenção, desrespeito, tentação de riqueza, de fama, de sucesso, má intenção na política e na religião… Há púlpitos e tribuna que rendem dinheiro!…

Enfim, Jesus é o único que pode perguntar se estivemos sempre sem pecado para julgar os outros. E é por isso que devemos usar de misericórdia e de justiça. Não julguemos para não sermos julgados. Mt 7,1-5.

Se ferimos alguém no passado, então precisamos de perdão. Se a pessoa nunca nos perdoar, Deus sabe se já nos arrependemos e se já fizemos penitência. Neste caso, podemos pedir misericórdia dele, mesmo que alguém jamais acredite que mudamos e nunca mais repetimos aqueles atos!

O que tem isto a ver com o Natal?

Tudo!Tudo! Tudo! Cremos que foi por isso que ele veio!

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Pe. Zezinho, via Facebook