Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Relatando e repudiando acusações sofridas

INSTAGRAM ON PHONE
Compartilhar

Não se trata, ao que parece, de algo gravíssimo, mas, sério e psicologicamente desgastante

Há algum tempo, observei que a Polícia Militar parecia muito atacada por alguns órgãos de imprensa e até por grupos defensores de Direitos Humanos. Decidi – com ajuda de bons amigos – tentar, então, ajudar os policiais como seres humanos que têm por nobre missão dar a própria vida em favor do próximo.

Qual foi a estratégia? – Criar, no whatsapp, um grupo para reunir PMs, de oficiais a praças, a fim de trocarem experiências entre si e, ao mesmo tempo, receberem o apoio de alguns profissionais aptos: uma médica, um advogado e uma psicóloga. Todos de altíssimo nível. A maioria com artigos e/ou livros publicados.

O projeto caminhou bem e, logo, chegamos a mais de 130 membros no grupo, de coronel a soldado, com exceção de tenente-coronel. A grande harmonia do grupo, não obstante alguns percalços humanos, era boa. Troca de informações, contato entre colegas que há tempos não se falavam, material informativo e jurídico, fotos de campanhas sociais da PM, pedidos de ajudas pessoais etc. Tudo isso até dia 26 de janeiro último.

Nesse dia, pela manhã, um policial foi – como tantos outros – convidado para o grupo, aceitou participar, mas ao ser pedido, como é de praxe, que, no grupo, dissesse seu nome, cidade ou companhia em que atua e patente, expôs uma dúvida, a princípio fundada, embora estranha: “Preciso de alguma forma ter certeza que o senhor é um monge” (Transcrevi com os erros de Português (sic!)). Concordei com ele e enviei, então, uma foto minha com oficiais e praças conhecidos. O PM, contudo, retrucou: “Como vou ter certeza que o senhor é quem está falando?” (sic!). Recomendei a ele que buscasse meu nome no Google e/ou perguntasse na própria Polícia, instituição na qual ele trabalha e, portanto – suponho eu – deve confiar.

Sua opção, no entanto, foi um teste: enviou-me ele a foto de um Cardeal brasileiro. A “prova” consistia em responder-lhe quem era o conhecidíssimo arcebispo. Abstive-me de responder, é claro. Ele, então, ameaçou: “Vou ter que falar com meus amigos. Que vc add. Que vc é uma fraude” (sic!). Percebendo que a conversa não ia adiante, disse-lhe “adeus” e toquei a vida. Tudo se silenciou até que, às 14h24min, veio nova mensagem que fiquei, uma vez mais, sem entender. Dizia ela: “Apagou a foto que estava com Dom […] kkk. Fraude aqui não amigão! Aqui é Força Tática!!!” (sic! No original, em lugar de chaves há o nome do Sr. Cardeal e Força Tática com todas as letras maiúsculas).

Ao sofrer as primeiras desconfianças do PM, pedi, no grupo, sem mencionar nome, é claro, se algum oficial poderia falar com o policial desconfiado e ameaçador do meu trabalho que – paradoxalmente – visava ajudar a PM. Ninguém se prontificou e novas acusações vieram: você (eu, no caso) é um “vitimista”, “muito sensível” (termo ambíguo) “você não é normal” etc.

Ainda: a suspeita do policial era plausível, pois pessoas (“malas”) infiltradas de PMs entram nos grupos da Polícia para obterem informações privilegiadas ou buscam vantagens da amizade com policiais. Um PM, por exemplo, diz: “Muitos se fazem de amigos pra angariar vantagens pela condição de policiais”. E: “Algumas pessoas acham que por ser amigo de polícia vai ser mais fácil resolver seus problemas como por exemplo são parados em uma fiscalização daí a primeira coisa que falam… Sou amigo do policial x” (sic!). Um oficial, por fim, me disse em tom positivo: “Já precisei de sua ajuda e nada me pediu em troca”. Não faltaram também os fraquíssimos “argumentos” do tipo: “o senhor não entendeu”, o senhor está interpretando mal” etc. Todos eles nada aproveitáveis pela mínima regra de Lógica ou da Filosofia da Linguagem, mas de tom depreciativo.

Não se trata, ao que parece, de algo gravíssimo, mas, sério e psicologicamente desgastante a requerer providências das instâncias superiores da Polícia Militar e da Secretaria da Segurança Pública, entidades atinadas que, por meio de quem esteve à frente, nunca me desapontou – ainda que fosse de modo mínimo – nem, acredito, me desapontará desta vez. Ao contrário, tomará providências cabíveis. Desde já, sou grato pela sempre aprumada acolhida e repudio, firmemente, todas e cada uma das acusações.