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Um conto de esperança sobre os desígnios de Deus no Ano Novo

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Baseado em uma história real

Esse conto de Ano Novo, baseado em fatos reais, é uma prova de que dias melhores sempre virão e que Deus sempre tem uma razão para o que escreve, mesmo que por linhas tortas.

Artur cresceu sem o pai, mas não era uma pessoa triste. Em vez de se revoltar contra a vida, tornou-se um homem de grandes valores e com muito amor para dar. Seu maior sonho era ter um filho para ser o pai que nunca teve. Por isso em seus votos de ano novo, sempre incluiu a resolução de se tornar pai.

Sofia nasceu em uma família pobre. Por falta de condições sua mãe a entregou para a adoção. Apesar de ser um bebê querido, não foi fácil encontrar uma nova família. Sofia não lembra do rosto dos seus pais, mas isso não a faz uma pessoa amargurada. Todo ano novo ela deseja felicidades para seus pais biológicos. E promete a si mesma que no dia que se tornar mãe, ficará com seu filho para sempre.

Arthur fazia trabalho voluntariado em um hospital infantil. Vestia-se de palhaço para levar alegria e ânimo para aquelas crianças enfermas. Uma delas tinha como babá, Sofia.  Foi então que se conheceram. Passaram a se encontrar e se apaixonaram. Logo o sonho de ter um filho se unificou e o amor os levou ao altar.

Valentina se fosse menina. Mas se fosse menino ainda teria de escolher entre Vítor ou Miguel. Porém, primeiro, Sofia se formou e Artur conseguiu um emprego melhor.

Com a vida estável, Sofia descobriu que estava grávida. Artur quase desmaiou quando soube da notícia. Abraçaram-se e choraram muito. Valentina, veio ao mundo perfeita para realizar o sonho e completar a vida de seus papais apaixonados. No primeiro Ano-Novo juntos, Artur não pediu um filho, ele já tinha Valentina e Sofia ratificou a promessa de ficar ao lado dela para sempre.

Valentina foi um bebê muito adiantado. Deu seus primeiros passos cedo. Aprendeu a falar muito rápido. Eram uma família muito feliz. Amavam demais a filha. Sofia até parou de trabalhar para poder cuidar melhor de Valentina.

Mas Valentina perdeu a animação. Pensaram seus pais que era o cansado do dia. Mas aquela prostração permaneceu. Então, resolveram levá-la ao médico. Valentina estava com leucemia. Foram meses de luta e sofrimento, até que, logo após completar 6 anos, a doce menina não resistiu e partiu. Partiu-se também o coração de seus pais. Artur e Sofia perderam seu chão e o sentido para a vida. Era difícil entender que Valentina havia completado sua missão.

Meses depois, ainda muito abalada, Sofia descobriu-se grávida novamente. A notícia não conseguiu animar casal que ainda tinha o coração despedaçado. Resolveram decidir o nome mais para frente.

No dia 31 de dezembro, estavam sentados na varanda do seu apartamento tentando decidir o que fazer na noite da virada. Ainda estavam muito tristes. Artur só queria ficar em casa, ainda mais que Sofia estava completando 8 meses de gravidez e sua barriga estava enorme.

– Vamos fazer algo, amor?

– Nada, amor. O Ano Novo não tem mais sentido para mim e nunca mais terá.

Sofia não respondeu porque também sentia o mesmo. Ficaram em silêncio por um tempo. Contemplando a paisagem tentando amenizar a saudade de Valentina e sem quaisquer resoluções para novo ano que chegava.

Foi, então, que o silêncio foi interrompido por um forte barulho de água caindo no chão. Era a bolsa de Sofia que havia estourado. Correram para o hospital. Às 2h45 do dia primeiro de janeiro, nasceu Victor e, cinco minutos depois, Miguel, seu irmão gêmeo.

E, então, o Ano Novo de Artur e Sofia nunca mais deixou de ter sentido.

Não importa o que aconteça, não esmoreça e sempre mantenha a fé e a esperança, porque, a injustiça não existe para Deus e apesar de não entendermos o sentido das dores, sempre haverá uma nova chance para recomeçar…

FELIZ ANO NOVO!!!

(via Provocações Filosóficas)