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Ocidente dormindo: perseguição contra cristãos deve aumentar em 2019

CHRZEŚCIJANIE W PAKISTANIE
AFP/EAST NEWS
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Dados são de organização internacional de ajuda a cristãos perseguidos em todo o mundo

A Release International é uma organização cristã ecumênica fundada em 1968 pelo pastor protestante Richard Wurmbrand, que tinha ficado preso por causa da sua fé durante 14 anos na Romênia comunista. A organização, dedicada a ajudar cristãos de quaisquer denominações afetados por perseguições religiosas, alertou em seu mais recente relatório que a perseguição contra os cristãos deverá aumentar em todo o mundo neste ano de 2019.

A perspectiva preocupante se baseia em dados do governo britânico. Em particular, o secretário para Assuntos Exteriores, Jeremy Hunt, destacou que o Reino Unido precisa “fazer mais” para ajudar os cristãos perseguidos mundo afora. Hunt solicitou um estudo sobre os cerca de 215 milhões de cristãos que enfrentam violência e discriminação em algum grau em seus países e os resultados da análise apontam para o crescimento da perseguição. Entre os números, destaca-se o de 250 assassinatos de cristãos a cada mês por causa da sua fé.

Por meio de seu presidente executivo, Paul Robinson, a Release International saudou a iniciativa de Jeremy Hunt e reforçou o apelo para que o Reino Unido e os demais países do Ocidente tomem medidas mais objetivas para defender as vítimas de perseguição religiosa.

Tendências

Entre os países de particular preocupação para 2019 estão a Nigéria, a China, a Índia e o Paquistão, embora eles estejam longe de ser os únicos.

NIGÉRIA – Estima-se que os militantes Fulani continuarão atacando brutalmente os cristãos no norte e no centro do país. Só nos primeiros seis meses de 2018, eles mataram cerca de 6.000 pessoas e expulsaram nada menos que 50.000 de suas casas. “A escalada na matança é muito clara. Existe um plano deliberado para destruir e dominar as comunidades predominantemente cristãs da região”, denuncia a Release International. Os Fulani seguem os passos do famigerado grupo terrorista islâmico Boko Haram, já considerado ainda mais sanguinário que o selvagem Estado Islâmico, atualmente enfraquecido na Síria e no Iraque (mas ainda não derrotado de modo definitivo).

CHINA – Houve forte aumento da oposição do governo à religião, em particular ao cristianismo. Novas e duras leis que entraram em vigor em 2018 impedem crianças e jovens de participarem de encontros de igrejas. O governo comunista chinês tem impulsionado a sua política de remover símbolos cristãos e fechar igrejas, o que obriga os cristãos, cada vez mais, a viverem a fé na clandestinidade. A Release observa que a China parece sentir-se encorajada a executar essas medidas diante da passividade dos países do Ocidente. “O governo chinês quer reduzir o cristianismo a uma atividade menor e sem importância de pessoas idosas”, declarou um parceiro da organização, segundo o site da própria Release. Além dos cristãos, também os muçulmanos uigures são vítimas da perseguição chinesa: acredita-se que até um milhão deles esteja detido nos assim chamados “campos de reeducação”.

ÍNDIA – Os ataques contra cristãos por nacionalistas hindus estão em ascensão. Grupos violentos têm invadido encontros de oração e atacado cristãos até mesmo durante a realização de cultos e missas, chegando a incendiar templos e, em alguns casos, a agredir pessoas até a morte. Vários Estados indianos aprovaram leis que proíbem o que chamam de “conversão forçada”, entendendo-se por esse termo a pregação cristã em sentido amplo, de modo a coibi-la como se equivalesse necessariamente a uma indução religiosa contra o hinduísmo.

PAQUISTÃO – Este último é figura carimbada em qualquer lista de países que perseguem os cristãos, em especial por conta da sua “legislação antiblasfêmia”, um conjunto de leis de interpretação obscura e subjetiva, frequentemente usadas para condenar sem provas. A mãe de família católica Asia Bibi se tornou um símbolo mundial das vítimas dessa legislação, ao enfrentar quase dez anos de martírio no corredor da morte paquistanês por causa de uma denúncia sem provas de ter “blasfemado contra Maomé”. Intensas pressões internacionais conseguiram no ano passado reverter a sua condenação ao enforcamento, mas o Paquistão continua sendo um dos mais tristes e habituais cenários de ódio anticristão em todo o planeta.

Outros países que geram preocupação particular em 2019 incluem a Coreia do Norte e a Eritreia.