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Como saber se seu filho tem mutismo seletivo

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Javier Fiz Pérez - publicado em 08/01/19

Um alerta aos pais, principalmente na volta às aulas

O mutismo seletivo ocorre em crianças entre cinco e oito anos. Caracteriza-se pela incapacidade que elas apresentam para falar em determinadas situações sociais. A criança fala normalmente em casa, mas não na escola ou com os colegas de classe. Essa alteração tende a durar pelo menos um mês – e não é fácil de ser diagnosticada precocemente.

Estamos falando de um transtorno pouco comum, que geralmente acomete mais mulheres do que homens. Segundo os estudos, 90% das crianças que têm o transtorno padecem de uma espécie de fobia social com diversos sintomas, como:

  • Seleção. A criança se comunica em determinados ambientes sociais, como em casa, por exemplo. No entanto, na escola, não emite nenhuma palavra. Quando está diante de seus colegas, brinca sem problemas, mas sem conversar;
  • Duração. O mutismo seletivo pode durar alguns meses e permanecer por anos. Neste caso, os sintomas de ansiedade costumam evoluir e podem se tornar crônicos;
  • Características pessoais. A criança com mutismo seletivo costuma ser muito tímida, controladora ou negativa em casa, mostrando raiva por qualquer motivo. Estas crianças também costumam ter dificuldades para ficar sem as mães, podem se isolar socialmente e apresentar um certo grau de rejeição social;
  • Métodos alternativos de comunicação. Em vários casos, quando a criança se encontra em situações sociais que geram um alto nível de ansiedade, ela costuma se comunicar através de gestos ou escrevendo em um papel. No entanto, em outras ocasiões, os pequenos nem isso fazem, permanecendo mudos;
  • Vida cotidiana. O mutismo seletivo afeta a vida cotidiano da criança, já que apresenta limitações sociais e interpessoais. Em muitos casos, esta alteração impacta no rendimento escolar, que fica abaixo do adequado. Por isso, é importe o tratamento para evitar que a situação se agrave com o tempo.

Enfim, o melhor remédio sempre é o afeto, pois esta anormalidade não se deve a um transtorno de desenvolvimento ou qualquer transtorno psicótico, mas a aspectos afetivos relacionados ao contexto familiar.

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