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As duas atitudes necessárias para superar a inveja

ENVY
Oleksii Shalamov - Shutterstock
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A inveja é uma emoção destrutiva: estas práticas ajudarão você a identificar e enfrentar o problema

A inveja consiste em sofrer pelo resultado do bem dos outros, ser incapaz de ser feliz com suas próprias realizações e vivenciar o sucesso dos outros como algum tipo de fracasso pessoal seu. A inveja nos trava e deixa infelizes.

Essa emoção negativa é produzida especialmente por duas tendências: querer o que você não pode ter e comparar-se continuamente com os outros. Isso implica baixa autoestima e insegurança.

A cosmovisão cada vez mais narcisista e autorreferencial que tantos detêm em nosso mundo pós-moderno, juntamente com os “ideais” impostos por uma sociedade consumista – ideais que muitas vezes são inatingíveis para a grande maioria dos cidadãos – são um terreno fértil para esse tipo de sentimento. Algumas pessoas hoje sofrem com o número de seguidores de mídia social que seus colegas têm ou com os comentários positivos e elogios que seus amigos recebem de outras pessoas.

A inveja leva a uma falta de empatia. Uma pessoa invejosa não sabe como se colocar no lugar de outra pessoa, nem ficar feliz por ela ou cultivar relacionamentos saudáveis.

Superando a inveja

Há duas coisas que precisamos fazer para superar a inveja. Primeiro, precisamos fortalecer nossa própria autoestima e senso de segurança. Precisamos entender que nosso verdadeiro valor vem de quem somos, não do que temos, e que ser bajulado não é um indicador confiável de nossa virtude ou bondade.

Isso requer aprender a julgar nosso progresso pessoal a partir de nós mesmos, não dos outros. Aceitar-se, amar e ser feliz por ser quem eu sou me liberta da necessidade de me comparar com os outros.

Também precisamos aumentar nossa empatia em relação aos outros, mudando o foco de nós mesmos para fora. Precisamos aprender a admirar os outros e apreciar o sucesso deles, celebrando com eles e elogiando-os sinceramente. Admirar outra pessoa implica tirar os olhos de nós mesmos, a fim de contemplar com gratidão todas as coisas boas e positivas que testemunhamos fora de nós mesmos. As pessoas mais felizes são aquelas que sabem ser gratas e felizes por tudo o que é bom – não importa quem o tenha alcançado.

Exercitar diariamente o hábito de louvar sinceramente os outros e ser verdadeiramente grato pelo bem do outro não apenas abre nossos olhos e expande nossa capacidade de admirar os outros, mas também muda nosso coração, tornando-nos menos egocêntricos e mais capazes de nos alegrar com os outros.

Admiração nos ajuda a aprender e crescer

A admiração não precisa nos fazer sentir inferiores, mas deve nos motivar a querer saber mais, melhorar a nós mesmos e aprender com os outros. Desde a infância aprendemos a admirar aqueles que nos inspiram a ser pessoas melhores, que nos levam a aprender mais e ampliar nossa visão de vida e de nós mesmos.

Admirar as qualidades humanas e as virtudes dos outros é uma fonte de motivação para construir uma vida de crescimento pessoal e melhoria constante. Para crescer como seres humanos, é importante passar um tempo com pessoas que nos inspiram e que nos comunicam sua alegria de viver e seu desejo de ajudar os outros. 

A admiração não tem nada a ver com a idealização dos outros, nem com imagens irreais que depois se transformam em desapontamento. Admirar é contemplar realisticamente as virtudes que existem nos outros, o bem a que podemos aspirar e no qual desejamos perseverar.

Então, vá em frente: seja grato, admire todo o bem que vem para você e para os outros, e você será feliz – sem a inveja.

 

Texto original escrito por: Miguel Pastorino e Matthew Green