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Freiras roqueiras farão Papa e fiéis dançar na JMJ do Panamá

WYD BUENOS AIRES
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Constituído há cinco anos, o grupo já se apresentou em 11 países das Américas

Elas oram, cantam e encantam. A banda de rock Siervas é formada por freiras que farão milhares de católicos e o próprio papa Francisco dançar, quando as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) começarem, na próxima semana, no Panamá.

Constituído há cinco anos, o grupo já se apresentou em 11 países das Américas, levando “a mensagem espiritual de Deus” ao ritmo do rock e do pop latino com canções que elas mesmas compõem.

“Nossa proposta musical é diferente da proposta tradicional, que nos permitiu visitar o Equador, Colômbia, Chile, Panamá, Honduras, Guatemala, El Salvador, Estados Unidos, Panamá, México, Costa Rica”, diz a irmã Dayana Cobos, a vocalista equatoriana do grupo.

Esta será a terceira vez que a banda de nove freiras latinas e asiáticas vai atuar para o pontífice argentino, depois de estrear no México, em 2016, e repetir a experiência no Peru, em janeiro de 2018.

Cobertas dos pés à cabeça por um hábito preto e branco, elas revelam apenas mãos e rostos quando sobem ao palco com seus instrumentos – guitarra, baixo, sintetizador, violino, clarinete, bongô e bateria.

– ‘Se o Papa falar comigo, eu desmaio’ –

As irmãs roqueiras, cujas idades variam entre 22 e 37 anos, pertencem à congregação missionária Siervas del Plan de Dios, fundada no Peru em 1998 pelo leigo Luis Fernando Figari.

As religiosas saíram ilesas do escândalo envolvendo o fundador de sua congregação, que está sendo investigado pelo Ministério Público no Peru por alegações de assédio a seminaristas do movimento Sodálico de Vida Cristã, que ele criou em 1971. O Vaticano interveio, e Figari vive exilado em Roma.

“Até agora, não pudemos conversar com o Papa, mas gostaríamos”, declarou a irmã Ivonne, compositora e vocalista chilena de 37 anos. “Se ele se aproximasse de nós, eu não saberia o que dizer, acho que desmaiaria”, acrescentou.

– Por desígnios de Deus –

Em 2014, um grupo de religiosas de diferentes nacionalidades que sabiam tocar algum instrumento musical, ou cantar, encontrou-se na congregação Siervas del Plan de Dios em Lima, contou a irmã Arisa, uma japonesa de 24 anos.

“Nós nos perguntamos por que não formar uma banda musical quando temos habilidades com os instrumentos. Foi um desígnio divino ficarmos juntas”, comentou, sorrindo.

Após vários meses de ensaio, naquele mesmo ano, fizeram seu primeiro show no auditório do Comando Geral do Exército. Foi um evento para arrecadar fundos para construir uma casa da congregação em Angola.

O resto aconteceu muito rápido. Seu primeiro videoclipe, “Trust in God”, tem mais de 1,7 milhão de visualizações no YouTube, e o segundo, “Hoy despierto”, cerca de 2,2 milhões.

Agora, elas têm mais de 30 composições, sete videoclipes e quatro CDs.

Suas músicas estão no Spotify e no iTunes. Elas não cobram pelos shows, recebendo apenas doações que investem em obras sociais da congregação.

A essência do grupo é ajudar os necessitados e levar o Evangelho a lugares remotos.

“Não trabalhamos apenas na parte musical, mas levamos a palavra e o conforto de Deus para as prisões, para os deficientes”, explica Daniela à AFP.

“Vamos a prisões de mulheres, para ouvi-las. Elas pedem para serem ouvidas e querem saber que Deus as perdoou”, completa a irmã Camila, de 22, que deixou sua família para se juntar à congregação quando tinha 18 anos.

(AFP)

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