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Espiritualidade

Missa: ritos iniciais

POPE FRANCIS SANTA MARTA

©VaticanMedia-Foto/CPP

Padre Bruno Roberto Rossi - publicado em 23/01/19

Uma série simples e profunda sobre as partes da Santa Missa

Minha intenção é começar, a partir deste artigo, uma série simples e profunda sobre as partes da Santa Missa, pois, se é verdade que ninguém se importa com o que não conhece, também é certo que cada um mais se interessará pelo que melhor conhece. Por isso, meu propósito é levar cada um a conhecer a Missa para melhor celebrá-la.

Importa, desde logo, entender que a Santa Missa tem duas grandes partes: a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, ambas acrescidas de alguns complementos. São duas mesas do Senhor (cf. Dei Verbum, 21). Note-se, porém, que se pode celebrar a Palavra sem a Eucaristia, mas não se costuma celebrar a Eucaristia sem a Palavra.

Comecemos, evidentemente, pelos chamados Ritos iniciais. Estes, aos finais de semana, são quase sempre antecedidos de um Comentário que busca sintetizar a Liturgia do dia e é feito, via de regra, por um(a) leigo(a) chamado de comentarista. Após esse comentário – que, como dito, ainda não faz parte da Missa em si, mas é um preâmbulo do que será celebrado – vem o Canto de Entrada (Introito). Ele supõe o bispo com o clero ou o sacerdote com seus acólitos ou servidores do altar e coroinhas entrando pelo corredor central para iniciar – aqui sim – a Santa Missa.

Antigamente, era cantado nesse momento o Salmo 150, de louvor a Deus, mas, com o tempo, ele foi substituído por outros cantos que expressem uma ideia ligada à Liturgia do dia ou ao tempo em que se vive (Quaresma, Páscoa, Advento etc.). Evite-se um canto que não tenha nada a ver com a temática do dia ou do tempo. Caso não haja canto de entrada, em uma Missa de dia da semana, por exemplo, reze-se a Antífona do missal, pois ela, normalmente, transmite a ideia central daquela celebração.

No presbitério, o sacerdote faz o sinal da Cruz (Em nome do Pai…) e deseja que a Santíssima Trindade esteja com todos (A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo…). Após a saudação ritual do missal, o padre pode, com breves e precisas palavras, acrescentar uma saudação pessoal aos fiéis, dizer algo a respeito da celebração em si, evitando, no entanto, fazer explanações sobre cada parte da Missa, como se esta fosse uma catequese.

Vem em seguida o Ato Penitencial. Todos devemos reconhecer-nos pecadores e necessitados da misericórdia divina para bem participarmos do sacrifício de Cristo. Faz-se um breve instante de silêncio a fim de que cada um examine a sua consciência. Logo em seguida, se entoa um canto penitencial ou se reza uma fórmula do próprio missal, pedindo o perdão desejado. O Ato Penitencial perdoa os pecados leves; já os pecados graves, só o Sacramento da Penitência ou Confissão pode perdoar.

A fórmula “Senhor, tende piedade de nós… Cristo, tende piedade de nós…” vem do grego, língua usada na Liturgia até o século IV mais ou menos, que dizia: “Kyrie eleison, Christe eleison…”. A fórmula assim proferida por três vezes não se dirige à Santíssima Trindade, mas apenas a Cristo, o Senhor (Kyrios) ressuscitado (cf. Fl 2,11; Jo 21,7), sendo Ele o único invocado no Ato Penitencial.

Segue-se o Hino “Glória a Deus nas alturas”, muito antigo. Remonta, na verdade, ao canto dos Anjos na noite do Natal (cf. Lc 2,13-14). Teve sua letra ampliada com o passar dos anos e, no século V, estava presente nas Missas de Natal, depois nas de Páscoa e, por fim, em todos os domingos do ano, salvo no Advento e na Quaresma. Importa notar que esse hino louva a Deus porque Ele é Deus e merece nosso louvor, e por isso parece despropositado louvar a Deus apenas por um aniversário, alguns batizados, uma obra construída na comunidade etc.

Por fim, vem a chamada Oração da coleta. Nela, o padre faz o convite “Oremos!”, silencia-se por um tempinho (meio minuto, talvez) a fim de que o povo lembre algumas intenções, e, finalmente, reúne ou coleta todas essas intenções, ofertando-as a Deus por meio de uma fórmula própria e fixa do Missal Romano para aquele dia específico.

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