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A freira italiana que tira as prostitutas das ruas

Carla Venditti
Benews/Aleteia
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Em um abrigo especialmente construído para elas, as mulheres aprendem uma profissão e vivenciam a Palavra de Deus

A Irmã Carla Venditti, religiosa dos Apóstolos do Sagrado Coração de Jesus, há vários anos divide seu tempo entre as ruas de Roma e a vizinha região de Abruzzo, onde ela evangeliza e consegue tirar jovens da prostituição. As jovens são levadas a um lar, onde experimentam um caminho de renascimento espiritual e social, além de aprenderem uma  profissão. 

Até mesmo a famosa cantora e compositora Patti Smith, durante sua última turnê na Itália, abraçou a Irmã em sinal de gratidão pelo trabalho que ela faz. Elas se conheceram na Catedral de Avezzano, onde a cantora fez uma apresentação.

“Quando Deus entra em seu coração…”

A Irmã Carla é muito conhecida na região. “Quando Deus entra em seu coração, você é salvo e você muda!”, diz ela. A missão da religiosa nas ruas começou em 2012. E não foi nada fácil. “O hábito ajuda muito. No começo, quando tentamos conversar com as prostitutas, dizíamos que tínhamos levado uma surpresa para elas. E elas se predispunham a conversar, mesmo que não nos conhecessem. Hoje em dia, temos uma abordagem mais experiente.”

Um empurrão do Papa Francisco 

A ideia de criar um lar para abrigar as prostitutas nasceu em resposta ao pedido de uma pessoa especial.

“Depois do convite do Papa Francisco, nossa congregação aceitou a ideia de abrir parte da Casa Geral (a sede da congregação) para receber mulheres salvas da prostituição”, explicou Ir. Carla. “Nós vamos às ruas mais perigosas à noite e, aproximando-nos das moças, tentamos criar um relacionamento sincero e aberto com elas, baseado principalmente na amizade e na confiança”.

A religiosa escreveu um livro, cuja receita com vendas é destinada a manter o lar das mulheres. 

Feiras e pulseiras

Mas o livro não é a única maneira de financiar a missão. Irmã Carla é um vulcão de ideias e projetos. “Não temos nenhum financiamento externo, por isso temos que batalhar. Então, organizamos pequenas feiras e vendemos objetos que as próprias mulheres fazem, como pulseiras, objetos sagrados etc.”