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Redação da Aleteia

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Incidentes armados e deserções no entorno de Maduro

VENEZUELA
Fotos: José Cohén
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General da Aviação Francisco Yánez anunciou em um vídeo que não reconhecia o presidente

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrentou vários incidentes armados desde que assumiu o poder, em 2013, entre eles um suposto atentado com explosivos, e deserções de oficiais, como a de um general da Aviação revelada neste sábado (2).

Pouco antes do início de uma enorme marcha opositora para exigir que Maduro deixe o poder, o general da Aviação Francisco Yánez anunciou em um vídeo que não reconhecia o presidente, convertendo-se no militar na ativa de mais alto escalão a reconhecer, por sua vez, o autoproclamado mandatário interino Juan Guaidó.

“Desconheço a autoridade ditatorial e autoritária de Nicolás Maduro”, disse Yánez, somando-se ao coronel José Luis Silva, agregado militar em Washington, que em 26 de janeiro desertou a favor de Guaidó.

Silva pediu à Força Armada que dê as costas a Maduro, submetido a uma forte pressão internacional, liderada pelos Estados Unidos, que não descarta uma ação militar para acabar com o que seus adversários denunciam como uma “usurpação” por ter sido reeleito em eleições “fraudulentas”.

Segundo a ONG Espaço Público, 180 militares foram detidos em 2018 acusados de conspiração e cerca de 10.000 pediram baixa desde 2015.

– Insurreição –

Na madrugada de 21 de janeiro, 27 membros da Guarda Nacional (GNB) pegaram armas de um posto militar e se entrincheiraram em um quartel no norte de Caracas para não reconhecer Maduro.

Após um combate, os militares – dirigidos pelo sargento Alexander Bandres Figueroa – foram detidos. A rebelião desatou pequenos protestos e distúrbios que deixaram 40 mortos e 850 detidos em uma semana.

“Aqui está a tropa profissional da GNB contra este regime que não reconhecemos”, disse Bandres Figueroa em um vídeo.

– ‘Atentado’ –

Em 4 de agosto de 2018, Maduro denunciou ter sido vítima de um atentado depois que dois drones explodiram perto de um palanque de onde comandava um ato militar no centro de Caracas.

O presidente socialista culpou o deputado opositor Julio Borges, exilado na Colômbia, e o ex-presidente deste país Juan Manuel Santos. A ação deixou sete militares feridos.

Por este caso, 30 pessoas foram detidas, entre elas dois generais e o parlamentar opositor Juan Requesens.

O presidente estava a ponto de terminar seu discurso quando ocorreu uma das explosões.

Dezenas de militares romperam fileiras e correram desordenadamente, enquanto os que escoltavam o governante o cobriram com escudos à prova de balas.

– Ataque –

Em 6 de agosto de 2017, 20 homens, entre eles três militares, atacaram o forte de Paramacay, na cidade de Valencia (norte).

Enfrentaram os militares que faziam a segurança das instalações durante mais de três horas. Dois dos agressores foram abatidos, oito detidos, e o restante fugiu com armas.

O grupo era comandado por aquele que havia sido capitão da Força Armada Juan Carlos Caguaripano, detido cinco dias depois com outro agressor.

Durante o ataque, Caguaripano afirmou em um vídeo que estava se rebelando contra a “tirania” de Maduro. Havia sido expulso das fileiras castrenses em 2014 por rebelião e traição.

– Piloto rebelde –

Em 27 de junho de 2017, em meio a protestos contra Maduro que deixaram 125 mortos, o ex-policial Óscar Pérez, a bordo de um helicóptero, lançou uma granada sobre o Tribunal Supremo de Justiça e disparou contra o Ministério do Interior, no centro de Caracas.

Após o atentado, que não deixou vítimas, Pérez publicou vídeos nos quais pedia a renúncia de Maduro. Aparecia acompanhado por homens armados.

O ex-piloto e ator amador permaneceu na clandestinidade por vários meses.

Em dezembro de 2017, um comando dirigido por ele amordaçou membros da Guarda Nacional e roubou 26 fuzis kalashnikov e munições no estado de Miranda (norte). Pérez divulgou vídeos da ação.

Em 15 de janeiro de 2018 foi abatido junto com seis colaboradores nos arredores de Caracas, durante uma operação para capturá-lo. Pérez transmitiu parte do confronto por suas redes sociais.

(AFP)

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