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Pensamentos intrusivos: a obsessão com a segurança do bebê

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Juan Aunion - Shutterstock

Calah Alexander - publicado em 04/02/19

Por que muitas mães de recém-nascidos têm pensamentos de riscos imaginários à sobrevivência dos filhos?

Quando meus bebês eram pequenos, eu costumava imaginar coisas assustadoras acontecendo com eles. Coisas como o ventilador de teto caindo sobre o berço ou livros pesados ​despencando das estantes sobre suas cabeças.

Eu estava paranoica? Estava sendo super-protetora? Estava nas garras de uma ansiedade paralisante?

Eu não tinha recebido uma resposta para essas perguntas até agora. Como se vê, pensamentos intrusivos de danos causados ​​aos nossos bebês não são incomuns – e, de acordo com o Today’s Parent, eles são algo que nossos cérebros são programados para fazer:

Você já esteve esperando em uma plataforma do metrô e pensou: “E se eu pular na frente do trem?”. Ou talvez você estivesse dirigindo pela estrada e, por um breve segundo, teve a visão de desviar para o penhasco que se aproximava. Esses flashes de imagens e pensamentos estranhos, inesperados e muitas vezes atípicos são praticamente universais, de acordo com especialistas. É a maneira do cérebro de testar as coisas, identificar perigos e nos manter seguros. E a maternidade/paternidade não é diferente. Na verdade, “pensamentos intrusivos”, como são chamados, tendem a florescer nas primeiras semanas e meses como mapeamento para manter um pequeno ser humano vivo e bem… “Eu acho que em algum nível estamos evolutivamente programados para fazer isso”, diz Margaret Howard, PhD, professor de psiquiatria e comportamento humano e medicina na Alpert Medical School da Brown University, em Providence, Rhode Island. “Nos tempos pré-históricos, havia muitos perigos à espreita, então acho que ainda há uma pequena parte do nosso cérebro primitivo que tem esse elemento de hipervigilância. É o reconhecimento de uma mãe da fragilidade de seu novo bebê e também este impulso primordial que as mães têm para proteger e manter seus filhos seguros”.

Mães de eras passadas tinham de ficar extremamente atentas à segurança de seus bebês. Se a ameaça vinha de animais selvagens, cobras escondidas em arbustos ou plantas potencialmente tóxicas, havia literalmente perigos em cada esquina. Perigos muito mais reais do que um ventilador de teto instalado com segurança ou uma estante robusta.

Então faz sentido que, mesmo na ausência de perigo real, nosso cérebro identifique cenários de risco. É o mesmo conceito da teoria evolutiva sobre alergias. Mesmo na ausência de ameaças genuínas à nossa saúde, nosso sistema imunológico entra em ação, identifica incorretamente influências benignas (como amendoim ou pólen) e soa o alarme.

Felizmente, nossos cérebros não agem no piloto automático da mesma forma que nossos sistemas imunológicos. Podemos reconhecer quando os pensamentos intrusivos são irracionais e, geralmente, podemos desviar esses pensamentos com uma boa e sólida verificação da realidade.

Mas há um forte componente primordial da maternidade precoce, particularmente na primeira vez. Nem sempre é fácil ou até mesmo possível desligar o aviso persistente do nosso cérebro de que nossos bebês estão em perigo, mesmo quando podemos reconhecer facilmente quão implausível é esse perigo.

Era isso que eu gostaria que alguém tivesse me dito quando meus bebês eram pequenos – não é loucura ficar tão paranoica com um ventilador de teto pelo qual você acorda a cada 20 minutos em pânico. Às vezes, a única coisa a fazer para acalmar seu cérebro de mamãe é mover o berço para que não fique debaixo do ventilador de teto – mesmo que isso signifique reorganizar o ambiente inteiro. E quando você finalmente sucumbe à compulsão de fazê-lo, você não precisa se sentir envergonhada ou se preocupar com o estado de sua saúde mental.

A verdade é que você não é louca. Seu cérebro está apenas tentando proteger seu bebê de todas as ameaças. E, às vezes, para dar a sua mente um pouco de paz e tranquilidade, simplesmente vale a pena reorganizar os móveis.

Tags:
FamíliaFilhosGravidezMaternidade
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