Um dia disseram que as relações sociais seriam substituídas pelas relações virtuais. Hoje vejo que isso já aconteceu.
Fotos excessivas, ostentativas, tantas vezes impudicas. Os stories em tempo real, mostrando não só a intimidade, mas também o vício em que essa teia nos agarra.
Os momentos não são mais vividos, mas sim, revelados. Mais importante a foto do que a memória. E a mente começa a escrever seus textos imaginários levada pela verborragia que procura derramar sua superficialidade em busca de curtidas.
Uma ansiedade para saber o que está acontecendo neste mundo virtual, um sentimento de competição. Horas dedicadas a um mundo que não existe, à custa de um mundo que existe e precisa de nós.
Caminho natural para uma sociedade vazia de significado, de sentido e de valor é justamente este de tornar-se despudorada. Interiores tão vazios que precisam constantemente de novidades para mostrarem-se mais e mais.
As surpresas de aniversário, os presentes entre os casados, os momentos com os filhos, tudo o que é íntimo dado de bandeja à qualquer um que dificilmente dará valor.
É importante reafirmar uma verdade esquecida: a vida acontece longe das telas. No mundo criado por Deus, na monotonia cotidiana que desliza em segredo aos olhos Daquele que tudo vê. As ocupações simples, o dever de estado, as miudezas, detalhes e delicadezas do dia a dia que tecem o fio dourado desta vida pertencem à esse jardim fechado onde só o Senhor passeia.
As redes sociais são ótimas para compartilharmos dicas, indicações, lojas, etc. Mas as alegrias e tristezas, os acontecimentos da vida, deixemos para aqueles que, verdadeiramente estão conosco.
Segredos não se revelam. Lares se protegem. Crianças se guardam. Porque tudo isto é o nosso tesouro e ninguém em sã consciência distribui pérolas aos porcos.

![[VÍDEO] Debate: Magnifica humanitas e a abertura cultural do Papa](https://wp.pt.aleteia.org/wp-content/uploads/sites/5/2026/05/pope-leo-xiv-audience-xiv-may-13-26-antoine-mekary-aleteia-am_4301.jpg?resize=75,75&q=25)







